Renda extra

Fabrizio Gueratto: 8 maneiras de ganhar até R$ 4 mil por mês

Mercado: perspectivas para a semana

Os mercados seguem em trégua com o novo governo, depois do susto com o mal-entendido envolvendo a dívida do município de São Paulo. A recuperação das cotações agora deve ser mais lenta e os mercados devem manter-se atentos aos vencimentos de dívida cambial e índices de inflação. O comportamento do governo eleito segue no centro das atenções. E a possibilidade de guerra entre os EUA e o Iraque voltou a preocupar os investidores.Analistas consideram que a tendência de recuperação das cotações deve mostrar menos vigor a partir de agora. É que os investidores esperam, além das palavras, medidas que comprovem o compromisso do PT com a responsabilidade na administração pública e compromisso com a estabilidade da economia. Como a posse é só em janeiro, os sinais limitam-se às conversas iniciais do pacto social, negociações com o Fundo Monetário Internacional (FMI), votações no Congresso e nomeações para cargos relevantes. À medida em que esses pontos forem sendo abordados, pode haver novas retomadas.Imediatamente, os olhares se concentram no vencimento de cerca de US$ 2 bilhões na quinta-feira, dos quais 34,8% já foram rolados. A boa notícia é que esses contratos estão sendo prorrogados para 2003, não mais apenas durante o mandato do atual governo, e a taxas de juros menores do que nos últimos leilões. Há vários outros vencimentos nesse final de ano, mas a tranqüilidade dos investidores, apesar de toda a cautela, tem sido crescente, e pode até não haver pressão nas cotações do dólar nas vésperas dessas datas, como vinha acontecendo durante o período eleitoral. De qualquer forma, oscilações pontuais não estão descartadas.O que ainda preocupa os analistas é a inflação. Como os últimos índices têm vindo muito altos, devido aos repasses da forte alta do câmbio nos últimos meses, os juros estão nas alturas. A Selic, taxa básica referencial de juros da economia, está atualmente em 21% ao ano, e é um sério empecilho para o crescimento econômico e os desejos de ampliar gastos sociais do governo eleito. Para o mercado, as altas nos preços são uma péssima notícia, já que o alicerce da política econômica tem sido as metas de inflação e a reação de um descontrole por parte do governo pode ter efeito negativo sobre os negócios. Na semana que entra, serão divulgados vários índices, que devem ser acompanhados com atenção.No cenário internacional, comemora-se o feriado do dia dos Veteranos nos Estados Unidos na segunda-feira. Os mercados acionários funcionam normalmente, mas os cambiais e de juros fecham. Assim, o volume de negócios no câmbio, mesmo no Brasil, deve ficar muito baixo. Como o governo tenta rolar mais uma parcela do vencimento corrigido em dólar, o baixo volume de negócios pode causar oscilações mais intensas.As bolsas nos EUA vêm caindo nos últimos dias e podem conter a recuperação nos mercados nacionais. O corte de meio ponto porcentual na taxa de juro básico na quarta-feira passada para 1,25% ao ano funcionou como um alerta sobre o estado da economia do país, que vem mostrando uma recuperação pouco consistente. Ainda não está descartada uma recessão, o que teria conseqüências muito negativas para países emergentes como o Brasil.Além disso, o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) aprovou uma resolução dura contra o Iraque, ordenando a inspeção de armamentos, e abrindo a possibilidade de invasão militar no caso de resistência. Os pronunciamentos dos principais líderes mundiais soam como um ultimato e reacendem a preocupação quanto a mais um conflito bélico no Oriente Médio, que é muito instável e tem papel predominante no fornecimento de petróleo para o resto do mundo.Veja no link abaixo o resumo dos principais eventos para os mercados financeiros na semana que passou. E não deixe de ver no link abaixo as dicas de investimento, com as recomendações das principais instituições financeiras, incluindo indicações de carteira para as suas aplicações, de acordo com o perfil do investidor e prazo da aplicação. Confira ainda a tabela resumo financeiro com os principais dados do mercado.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.