Mercado: poucos negócios e oscilações

Uma semana de poucos negócios deve marcar o mercado financeiro nos próximos dias. O feriado do Dia de Colombo hoje nos Estados Unidos e o feriado brasileiro (Dia de Nossa Senhora) na quinta-feira devem diminuir a liquidez - facilidade de negociação - nas operações na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) e mercados de juros e câmbio. Em função disso, o impacto das instabilidades no cenário externo - preço do petróleo, oscilações do mercado acionário dos Estados Unidos e situação política da Argentina - devem ter impacto ainda maior no Brasil nessa semana. A Bovespa abriu estável e já está em alta de 0,14%. O dólar abriu cotado a R$ 1,8560 e há pouco estava em R$ 1,8570 na ponta de venda dos negócios - alta de 0,05% em relação às últimas operações de sexta-feira. Os contratos de juros de DI a termo - que indicam a taxa prefixada para títulos com período de um ano - começam o dia pagando juros de 17,020% ao ano, frente a 17,010% ao ano registrados na sexta-feira. No cenário externo, os negócios com o petróleo bruto do tipo Brent para entrega em novembro estão em alta de 0,54% em Londres, a US$ 30,64 por barril. Foco de atenções: resultados das empresas dos EUAAnalistas afirmam que a divulgação do resultado financeiro referente ao terceiro trimestre de empresas norte-americanas continua sendo o principal motivo de instabilidade no mercado acionário dos EUA. De acordo com a apuração do editor Renato Martins, os destaques da lista fornecida pela Dow Jones incluem Motorola, Yahoo!, Delphi Automotive, General Motors e General Electric.De acordo com Nicolas Balafas, diretor de renda variável do BNP Asset Management, os investidores estavam pagando muito caro pelos papéis de empresas listadas na Nasdaq, na perspectiva de que essas companhias apresentariam lucros significativos. Porém, nos últimos dias, empresas como a Kodak e Appleanunciaram resultados negativos, o que provocou uma frustração nos investidores, que passaram a questionar se, de fato, os papéis dessas empresas deveriam valer tanto. O resultado foi um movimento de venda dos papéis, provocando uma baixa no índice da bolsa eletrônica norte-americana.Também a queda do euro, que diminui o poder de compra por parte do comércio europeu, provoca instabilidade no mercado. A grande preocupação é que o volume de vendas das companhias fique reduzido, acarretando uma diminuição ainda maior do resultado das empresas norte-americanas. As oscilações do preço do petróleo contribuem para o agravamento do cenário.Inflação e jurosNa próxima quarta-feira será divulgado o Índice de Preços ao Consumidor Ampliado (IPCA) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A expectativa do presidente do Banco Central (BC), Armínio Fraga, é que o número fique abaixo de 0,45%. O índice é a base para a meta de inflação do governo que, para esse ano, é de 6% com possibilidade de alta de dois pontos porcentuais.Analistas acreditam que a meta será cumprida. Porém, com a instabilidade do preço do petróleo, que pode provocar uma alta no preço dos combustíveis, o mais provável é que o BC mantenha a taxa básica de juros - Selic - em 16,5% ao ano, como uma forma para diminuir a pressão de alta sobre a inflação. O Comitê de Política Monetária (Copom) reúne-se nos dias 17 e 18 de outubro para reavaliar a Selic.

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