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Mercado prefere Alckmin, dizem economistas

A preferência do mercado no segundo turno das eleições presidenciais é do candidato do PSDB, Geraldo Alckmin, segundo a opinião de economistas. Para Gustavo Franco, sócio da Rio Bravo e ex-presidente do Banco Central no governo Fernando Henrique Cardoso, o segundo turno não deve fazer diferença na economia, mas o mercado tenderá a gostar mais do candidato de Alckmin, já que ele "parece ter um compromisso fiscal mais forte". Ele ressalva que o governo Lula também tem compromisso fiscal, mas, pelo passado do PT, ele "não parece ser tão sólido".Franco também afirmou que "para um observador mais sofisticado, o governo Lula já mostrou tudo o que sabia fazer". De acordo com ele, "é preciso fazer ainda a reforma tributária, a trabalhista, desregulamentar milhões de coisas, melhorar o mercado financeiro etc e não se teve nenhuma indicação de que o governo faria isso".O ex-presidente do BC considera que o Congresso eleito no domingo não é muito diferente dos anteriores. "Tem uns 150 parlamentares que são dos partidos do governo diretamente, mais uns 100 aliados e, no resto, a maioria é Centrão - disposta a ajudar se for encorajada, digamos assim", descreve.Ele acrescenta que o Congresso é também muito sensível à opinião pública e à aprovação dela ao presidente. "No primeiro mandato do Fernando Henrique, o que ele mandasse era aprovado. No segundo, era o contrário", disse.O economista acredita que os candidatos vão evitar discutir na campanha temas polêmicos, com os relacionados ao ajuste fiscal, e novas idéias.Ele destacou ainda o sucesso do processo eleitoral. O fato de ter 126 milhões de pessoas votando, com os resultados saindo na mesma noite. "Isso foi maravilhoso do ponto de vista do País. É uma demonstração de como o Brasil pode dar certo". Para Régis Abreu, diretor de gestão da Mercatto Investments, o mercado financeiro está respondendo bem à realização de um segundo turno nas eleições presidenciais porque Alckmin, está mais identificado com a agenda de reformas tributária e previdenciária e com o enxugamento da máquina do Estado. "O mercado quer ver as reformas e a perspectiva de avanço das reformas está mais vinculada à candidatura Alckmin", avalia.Segundo Abreu, o sucesso fiscal na gestão do tucano Aécio Neves em Minas Gerais e da "pequena gestão" de José Serra na prefeitura de São Paulo acompanham uma "tradição" do PSDB no ajuste fiscal.Segundo ele, apesar de considerar Alckmin mais próximo dos objetivos de reforma, "não há estresse" no mercado diante da possibilidade de reeleição do presidente Lula. Ele explica que hoje há uma agenda de política econômica "já dada e conhecida" que inclui abertura comercial, controle de inflação e disciplina fiscal, que aconteceu tanto no governo Fernando Henrique Cardoso como no governo Lula. "Mas com Lula a disciplina fiscal foi muito baseada em aumento de arrecadação e não redução de gastos e deixou a desejar em qualidade", explica.Abreu disse ainda que o mercado não teme uma reeleição de Lula porque "o grande vencedor é ele, não o PT, ele tem um capital político muito mais individual do que partidário".

Agencia Estado,

02 de outubro de 2006 | 15h16

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