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E-Investidor: Itaúsa, Petrobras e Via Varejo são as ações queridinhas do brasileiro

Mercado pressionado com incerteza política e STF

Os negócios no mercado financeiro operam pressionados, com dólar e juros em alta e bolsa, em queda. No exterior, os bradies brasileiros abrem em baixa e o prêmio de risco ultrapassou os 970 pontos. Ao cenário turbulento de ontem, somam-se hoje mais notícias ruins para os negócios.Há pouco, o dólar comercial estava sendo cotado a R$ 2,4970, em alta de 0,89% em relação ao fechamento de ontem. No mercado de juros, os contratos de DI futuro, com vencimento em janeiro, negociados na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), pagam taxas de 19,230% ao ano frente aos 19,080% ao ano negociados ontem. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) está em queda de 0,37%. Ontem, o Superior Tribunal Federal (STF) derrubou, em caráter liminar, três pontos considerados fundamentais para a Lei de Responsabilidade Fiscal, o que, segundo o "Estado", abre brechas para o aumento dos gastos públicos. Ainda que não tenha peso imediato nas contas públicas, a decisão do STF vem em má hora, quando o governo enfrenta um problema sério na conta das receitas diante do atraso da aprovação da CPMF. Cria-se um quadro em que, de um lado o Congresso segura a receita e, de outro, o STF flexibiliza gastos.Outra notícia ruim, que representa mais um duro golpe na candidatura José Serra, é a denúncia veiculada na imprensa hoje de que o empresário Ricardo Sérgio, ex-tesoureiro de campanha de Serra, ajudou a favorecer em 1995, quando era diretor do Banco do Brasil, empresas de Gregório Marin, que na época era sócio em terreno do hoje pré-candidato tucano. O BB teria concedido uma redução de dívida de R$ 73,7 milhões a duas empresas de Marin.O nervosismo do mercado também é alimentado pela expectativa com a pesquisa que a Toledo & Associados divulga amanhã. Teme-se nova queda do candidato do governo, José Serra, que poderia ser ultrapassado por Garotinho. Nas últimas pesquisas os dois pré-candidatos apareciam tecnicamente empatados em segundo lugar, atrás do pré-candidato do PT, Lula.As turbulências políticas são tantas que o mercado relevou o resultado do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) fechado de abril, que ficou em 0,80%, perto do piso de variação com que os analistas trabalhavam, de 0,75% a 1%.

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