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Mercado prevê corte da Selic entre 1,5 e 3 pontos

A expectativa das 40 instituições financeiras ouvidas pela Agência Estado é de que o Copom cortará a taxa Selic entre 1,5 e três pontos percentuais na reunião que termina hoje no finalzinho da tarde. Atualmente, a Selic está fixada em 22%. A maior parte dos analistas consultados, 27 do total (67,5% do universo da pesquisa), aposta em um corte de 2 pontos para 20% ao ano. Outras oito instituições, ou 20% do total, prevêem uma redução de 2,5 pontos. Três instituições, o equivalente a 7,5% da amostra, trabalham com a expectativa de um corte entre 1,5 e 2 pontos da Selic. Uma, ou 2,5% das instituições ouvidas, espera a redução de 2 a 2,5 pontos e uma outra trabalha com a possibilidade de o Comitê promover uma redução de 2,5 a 3,0 pontos. No Lloyds TSB, o economista Eduardo Berger, se encaixa entre a maioria do mercado e aposta numa redução de 2 pontos na taxa. De acordo com Berger, é provável que Banco Central, nesta reunião de setembro, atribua maior peso à estrutura a termo de juros. "Acho que o Copom não deverá cortar mais que 2 pontos porcentuais até para não dar ao mercado espaço para pensar que o processo de afrouxamento da política monetária está chegando ao fim", diz o economista do Lloyds. O economista-chefe do BNP Paribas, Alexandre Litz, também acredita que o Banco Central está olhando para a estrutura a termo da taxa de juros, o que torna mais adequado uma redução de 2 pontos porcentuais na taxa básica de juros da economia brasileira, apesar de achar que os indicadores de atividade dão espaço para um corte até maior. "Tem DE se dar tempo para que os cortes anteriores e a redução do compulsório afete a economia", defende Litz.O economista-chefe da Sul América de Investimentos, Newton Camargo Rosa, também trabalha com uma previsão de corte de 2 pontos porcentuais na taxa de juros amanhã. Mas ele pondera, no entanto, que mesmo que o BC venha a promover uma redução maior, num primeiro instante haverá um certo estresse no mercado. Mas que logo as coisas voltarão ao normal porque a tendência para a taxa de juros é mesmo de queda. "Concordo que se o BC for com muita sede ao pote poderá haver uma abertura na curva de juros de longo prazo, até porque as expectativas de inflação ainda estão entre 6% e 6,5% para o próximo ano e que a previsão de uma Selic de 15% para 2004 contempla uma taxa realizada de inflação de 5%. Mas mantenho meu viés otimista porque considero a convergência da inflação para 5,5% no ano que vem", afirma Rosa. "Nossa avaliação é de que o BC deverá sancionar a taxa de redução de 2 pontos, porque se o Copom surpreender o mercado para baixo, vai provocar uma elevação das taxas de mercado e o câmbio, o que será contrário ao que o BC mostrou em agosto, que seu objetivo era reduzir as taxas de mercado", afirma o analista da MCM Consultores, Antônio Madeira. Para ele, não é necessário fazer uma nova surpresa para o mercado, que já captou a mensagem do BC e ajustou suas taxas. Para Luiz Suzigan, economista da LCA Consultores, o BC deverá cortar 2 pontos da taxa Selic. "Mas a janela de oportunidades para um corte maior de juros agora tende a se moderar daqui para frente", diz Suzigan, acrescentando que nas reuniões do Copom em outubro e novembro poderão ser marcadas por cortes menores, de 0,50 ponto porcentual por causa do repique da inflação, que por conseqüência, provocará na revisão para cima nas previsões de inflação que serão captadas pela Pesquisa Focus do Banco Central para 2004. "O mercado exagerou na revisão para baixo das previsões de inflação. A alta do núcleo no varejo está pegando uma combinação de aumento de tarifas com um elevação da demanda", diz o economista da LCA. O economista Flávio Barros, da Clickinvest, espera um corte de 2,5 pontos na taxa de juros amanhã. "Visualizamos este corte porque os índices inflacionários estão de acordo com as previsões do mercado, levando a uma expectativa dentro da meta estabelecida para o ano de 2004", diz Barros. Ele acrescenta ainda como pontos favoráveis para o corte de 2,5 pontos as elevadas taxas de juros reais, a acomodação do dólar e do petróleo no período, a queda arrecadatória e baixo nível de consumo. "Para o mercado, uma outra queda desta magnitude realimentaria mais o otimismo já vigente na Bolsa", conclui o economista da ClickInvest.

Agencia Estado,

17 de setembro de 2003 | 08h04

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