Fábio Motta/Estadão
Fábio Motta/Estadão

Projeção do mercado para o déficit primário de 2017 cresce 70%

Segundo o Prisma Fiscal, expectativa para o resultado primário do ano que vem passou de um déficit de R$ 42 bilhões para um resultado negativo de R$ 71,3 bilhões

Rachel Gamarski, O Estado de S. Paulo

17 de março de 2016 | 10h09

BARSÍLIA - Com o cenário político indefinido para este ano e a crise econômica cada vez mais longe do fim, o mercado financeiro começa a mostrar que espera, de 2017, um ano economicamente tão difícil quanto 2016. 

Segundo o Prisma Fiscal, relatório feito pelo Ministério da Fazenda com bancos, corretoras e consultorias, a expectativa para o resultado primário de 2017 passou de um déficit de R$ 42,084 bilhões para um resultado negativo em R$ 71,329 bilhões. A projeção do mercado para o ano que vem aumentou em mais de R$ 29,2 bilhões de fevereiro para março, uma variação de 69,5% em apenas um mês.

Caso o resultado se concretize, o Brasil fechará 2017 com a dívida bruta do governo central equivalente a 78,75% do Produto Interno Bruto (PIB).

De acordo com as expectativas do mercado financeiro, as despesas do governo central devem aumentar e fechar o ano em R$ 1,268 trilhão. Enquanto isso, a receita líquida do governo central deve cair e terminar 2017 em R$ 1,190 trilhão. Em fevereiro, os analistas esperavam que a receita líquida do ano que vem fosse de R$ 1,200 trilhão.

O pessimismo também está presente na arrecadação federal. Segundo o relatório, as expectativas caíram de R$ 1,390 trilhão na pesquisa passada para R$ 1,388 trilhão no documento divulgado há pouco pela Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda.

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