Mercado prevê inflação abaixo da meta para este ano

A inflação deve fechar este ano abaixo da meta de 4,5% fixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Pelo menos é essa a opinião do mercado, que previu, segundo a pesquisa Focus, do Banco Central, que o Índice de Preços ao Consumidor Amplo ficará em 4,47% em 2006. Há uma semana, a taxa estava no centro da meta. Em contrapartida, a pesquisa do BC registrou uma alta das expectativas de IPCA para este ano das instituições Top 5, de 4,42% para 4,52%, no cenário de médio prazo. Com a elevação, as previsões voltaram a ficar acima da meta central de 4,50%. Para 2007, as estimativas de IPCA continuaram estáveis em 4,50% pela 34ª semana consecutiva. O porcentual esperado corresponde exatamente à meta central de 4,50%, já fixada pelo CMN para o próximo ano. Para abril, as estimativas caíram de 0,35% para 0,32%, depois de oito semanas de estabilidade. Para maio, as previsões de IPCA, divulgadas pela primeira vez, ficaram em 0,25%. Selic Mesmo com a queda nas perspectivas para a inflação deste ano, o mercado continua prevendo um corte de 0,75 ponto porcentual da taxa básica de juros(Selic, atualmente em 16,5% ao ano) na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), que será realizada nos dias 18 e 19 deste mês. Com a esperada redução, a taxa deve ficar em 15,75% ao ano. Porém, a expectativa média de juros para o fim do ano caiu pela quarta semana consecutiva. Na semana passada, eram esperados 14,13%. Nesta semana, as perspectivas se "arredondaram", ficando em 14%. Dólar Ainda, segundo a pesquisa, o dólar deve encerrar o mês cotado a R$ 2,14 - na semana anterior, as estimativas haviam saltado para R$2,15. Apesar da queda, a cotação esperada ainda é maior que os R$2,12 há três semanas. As estimativas para o final do ano, por sua vez, prosseguiram em R$2,20 pela quarta semana seguida. A mesma tendência foi seguida pelas previsões da taxa média de câmbio para 2006, que permaneceram em R$2,18 pela terceira semana consecutiva. Já em 2007 as perspectivas são de alta. Segundo previsão do mercado, no final do ano que vem o dólar deverá valer R$ 2,35, ante R$ 2,34 esperados no levantamento anterior. PIB Pela 49º semana consecutiva, o mercado acreditou que o Produto Interno Bruto (PIB) crescerá 3,5%. Apesar da estabilidade, o porcentual esperado é menor que os 4% estimados pelo próprio BC. As previsões de crescimento da produção industrial neste ano, em contrapartida, subiram de 4,27% para 4,33%. Esta foi a quarta alta seguida destas estimativas, que estavam em 4,10% há quatro semanas. Porém, o mercado previu uma melhora no crescimento para o ano que vem. As estimativas passaram de 3,60% no último levantamento para 3,70% nesta semana. As estimativas de aumento da produção da industrial no próximo ano, em contrapartida, ficaram estáveis em 4,50%. Há quatro semanas, estas previsões estavam em 4,25%. Dívida Pela sexta semana consecutiva, a pesquisa Focus apontou que a dívida líquida do setor público ficará em 50,50% do PIB. Em contrapartida, após quatro semanas consecutivas de estabilidade, as projeções para a dívida em 2007 subiram de 49% para 49,05% do PIB. Conta corrente Pela oitava semana consecutiva o mercado esperou que o superávit em conta corrente atingirá US$ 9 bilhões neste ano. As expectativas para o superávit da balança comercial seguiram a mesma tendência, prosseguindo em US$ 40 bilhões pela nona semana seguida. Para 2007 as expectativas do superávit em conta corrente subiram de US$ 4,39 bilhões para US$ 4,50 bilhões. A alta, entretanto, não foi suficiente para anular a queda da semana passada, quando as previsões recuaram de US$ 4,62 bilhões para US$ 4,39 bilhões. Mesmo com a elevação, as estimativas de superávit da balança comercial em 2007 ficaram inalteradas em US$ 35 bilhões, mesmo valor estimado há quatro semanas. Investimento estrangeiro Segundo o mercado, o fluxo de investimento estrangeiro ficará em US$ 15,06 bilhões este ano. O valor, que permaneceu estável na passagem das duas semanas, é menor que os US$ 18 bilhões esperados pelo próprio BC. Para 2007, em contrapartida, as estimativas caíram de US$ 16,75 bilhões para US$ 16,40. Apesar da queda, o valor esperado ainda é maior que os US$ 16,30 bilhões estimados há quatro semanas. IGP-DI, IGP-M e IPC-Fipe A Focus apontou ainda que a inflação medida pelo Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI) deve cair de 3,58% para 3,14%. Para 2007, as estimativas do indicador continuaram estáveis em 4,50% pela oitava semana consecutiva. Seguindo a tendência, as previsões para a inflação medida pelo Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M), para este ano, recuaram de 3,55% para 3,43%. Para o próximo ano, as previsões de IGP-M continuaram estáveis em 4,50% pela 20º semana consecutiva. Por último, as estimativas de mercado para o Índice de Preços ao Consumidor (IPC0 calculado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) deste ano caíram pela segunda semana seguida, desta vez de 4,25% para 4,05%. Para 2007, as previsões de mercado para o IPC-Fipe continuaram estáveis em 4,50% pela quinta semana consecutiva. O IPC-Fipe mede a variação dos preços de produtos e serviços, no município de São Paulo, para famílias que ganham entre 1 e 20 salários mínimos. Este texto foi atualizado às 11h18.

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