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Mercado prevê inflação de 6,54% no ano, acima do teto da meta

Segundo estimativas do boletim Focus, analistas esperam crescimento do PIB de 2,9% em 2011; BC projeta alta de 3%

EDUARDO RODRIGUES / BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

27 de dezembro de 2011 | 03h07

Mesmo com a revisão para pior de praticamente todas as projeções para 2011 feita na semana passada pelo Banco Central (BC), o mercado financeiro ainda continua mais pessimista do que a autoridade monetária.

De acordo com a Pesquisa Focus divulgada ontem, os analistas continuam esperando inflação maior e crescimento da economia menor do que os estimados pelo BC.

Apesar de a divulgação das novas estimativas do BC ter ocorrido quinta-feira, a pesquisa - realizada de segunda a sexta-feira - ainda captou boa parte do sentimento do mercado sem a influência das projeções atualizadas da autoridade monetária. Enquanto a instituição prometeu entregar uma inflação de 6,5% este ano, os analistas subiram sua projeção para 6,54%.

A meta do governo para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2011 é de 4,5%, com tolerância de dois pontos porcentuais para mais ou para menos. Por isso, a previsão do mercado para a alta de preços continua estourando o teto de 6,5%, embora o ministro da Fazenda, Guido Mantega, considere que valores menores de 6,55% serão arredondados para baixo.

Para o próximo ano, enquanto o BC estima inflação bem mais controlada, de 4,7%, a previsão do mercado chega a 5,33%, mesmo após ter caído pela quarta semana consecutiva.

Da mesma forma, enquanto a instituição chefiada por Alexandre Tombini enxerga um crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 3% em 2011, para os economistas consultados pelo BC, a expansão da produção de bens e serviços no País este será ligeiramente menor, de 2,9%.

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