Mercado prevê inflação na meta e juros em queda

As projeções de mercado para a inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deste ano caíram de 4,57% para 4,5%, na pesquisa Focus, do Banco Central, divulgada nesta segunda-feira. Com a queda, a estimativa de mercado para a inflação de 2006 passou a corresponder ao centro da meta de 4,50% fixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). A pesquisa também registrou uma estabilidade nas estimativas das instituições Top 5 para o IPCA deste ano, em 4,42%, no cenário de médio prazo. O porcentual, inalterado, é inferior ao centro da meta de 4,50%. Para 2007, as estimativas de IPCA continuaram estáveis em 4,50% pela 33ª semana consecutiva. O porcentual também corresponde ao centro da meta já fixado pelo CMN para o próximo ano. Pela quinta vez consecutiva, para o último mês de março, as estimativas de IPCA subiram de 0,46% para 0,47%. O IPCA de março será divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na próxima sexta-feira. Para abril, as expectativas para IPCA ficaram estáveis em 0,35% pela oitava semana seguida. Selic Pela quarta semana consecutiva o mercado financeiro previu que a próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), que será realizada entre os dias 18 e 19 deste mês, resultará em um corte de 0,75 ponto porcentual da taxa básica de juros (Selic, atualmente em 16,5% ao ano). Com isso, as previsões ficaram em 15,75%. Para o final do ano as estimativas também são de queda. Segundo a pesquisa, a Selic, que deveria encerrar 2006 em 14,25%, poderá cair para 14,13. As estimativas de taxa média de juros para este ano, em contrapartida, interromperam uma seqüência de nove reduções consecutivas e ficaram estáveis em 15,28% ao ano. Dólar As projeções de mercado para a cotação do dólar no final deste mês subiram de R$ 2,12 para R$ 2,15. Já as estimativas de taxa média de câmbio para este ano prosseguiram em R$ 2,18 pela segunda semana consecutiva. Para o final de 2007, o dólar deve recuar de R$ 2,38 para R$ 2,34. PIB O mercado prevê uma alta na produção industrial para este ano, que não deve influenciar no crescimento do Produto Interno Bruto (PIB). Segundo a pesquisa, as estimativas para a produção industrial deste ano caíram de 4,21% para 4,27%, marcando a terceira elevação seguida do índice. Já a expansão do PIB permaneceu a mesma, 3,50%, pela 48º semana consecutiva. O porcentual esperado é menor que os 4% projetados pelo próprio BC na semana passada. Para 2007, as previsões de crescimento da produção subiram de 4,25% para 4,50% após terem ficado estáveis em 4,25% por quatro semanas consecutivas. Apesar da alta, as estimativas de aumento do PIB no próximo ano recuaram pela segunda semana seguida, desta vez de 3,65% para 3,60%. Dívida Pela quinta semana consecutiva, as projeções de mercado para a dívida líquida do setor público no final deste ano ficaram estáveis em 50,50% do Produto Interno Bruto (PIB). Para 2007, essas estimativas permaneceram em 49% do PIB pela quarta semana consecutiva. Conta corrente Para este ano, as projeções do mercado para o superávit em conta corrente continuaram inalteradas em US$ 9 bilhões pela sétima semana consecutiva. As expectativas de superávit da balança comercial, por sua vez, permaneceram em US$ 40 bilhões pela oitava semana seguida. Já para ano que vem as estimativas não foram boas, com a queda de US$ 4,62 bilhões para US$ 4,39 bilhões nas estimativas para o superávit em conta corrente. O resultado ficou ainda mais distante dos US$ 5 bilhões projetados há quatro semanas. O superávit da balança comercial deve seguir a mesma tendência, com a pesquisa apontando recuo de US$ 36,05 bilhões para US$ 35 bilhões. Investimentos estrangeiros Após 13 semanas de estabilidade, as projeções para o fluxo de investimento estrangeiro direto (IED) neste ano subiram de US$ 15 bilhões para US$ 15,06 bilhões. Apesar da alta, o montante ainda é inferior aos US$ 18 bilhões esperados pelo próprio BC. Para 2007, as estimativas de fluxo de IED continuaram estáveis em US$ 16,75 bilhões. Há quatro semanas, estas previsões estavam em US$ 16,20 bilhões. Este texto foi atualizado às 11h09.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.