Mercado prevê IPCA de 5,83% para 2005, diz pesquisa do BC

As projeções de mercado para o IPCA de 2005 subiram de 5,80% para 5,83%, segundo pesquisa Focus do Banco Central divulgada hoje. Essa foi a quarta elevação consecutiva das estimativas de IPCA para este ano e, com isso, se distanciaram ainda mais da meta de 5,1% perseguida pelo Copom. Apesar da elevação, as projeções das instituições Top Five no cenário de médio prazo permaneceram estáveis em 5,77% pela segunda semana consecutiva. As projeções para o IPCA de 2006 também não se alteraram e prosseguiram nos mesmos 5% da pesquisa divulgada na semana passada. Apesar da estabilidade, o porcentual projetado pelas instituições participantes da pesquisa do BC é maior do que o centro da meta de 4,5%, fixada pelo Conselho Monetário Nacional para o próximo ano. As previsões para o IPCA 12 meses à frente voltaram a subir pela segunda semana seguida e passaram de 5,54% para 5,59%. Há quatro semanas, as estimativas de IPCA em 12 meses à frente estavam em 5,52%. A pesquisa ainda registrou uma elevação das previsões de IPCA para este mês de 0,60% para 0,63% e as estimativas para abril seguiram a mesma tendência de alta e avançaram de 0,45% para 0,50%. JurosAs projeções de mercado para a taxa de juros no fim do ano subiram de 17,13% para 17,50% na pesquisa semanal do BC. A alta veio acompanhada de um aumento das estimativas de taxa média de juros para o ano de 18,64% para 18,76%. Em contrapartida, as previsões de juros para o próximo mês não se alteraram e prosseguiram em 19,25% pela quinta semana consecutiva. A estabilidade indica uma expectativa do mercado de que o Comitê de Política Monetária (Copom) não volte a elevar os juros na reunião de abril.As expectativas de juros para o fim de 2006 também não se alteraram e prosseguiram em 15% ao ano pela sétima semana consecutiva. Em contrapartida, as estimativas de taxa média de juros para o próximo ano subiram de 15,85% para 15,92% ao ano. CâmbioAs previsões de mercado para a taxa de câmbio no fim do ano subiram de R$ 2,80 para R$ 2,81. A alta interrompeu uma seqüência de três semanas seguidas de estabilidade das estimativas de câmbio para o fim do ano em R$ 2,80. As projeções para o fim deste mês, em contrapartida, recuaram dos R$ 2,72 da última pesquisa para R$ 2,71 e interromperam uma seqüência de duas semanas consecutivas de altas.Para o fim de abril próximo, as estimativas seguiram estáveis em R$ 2,68 pela segunda semana consecutiva. As previsões de câmbio para o fim de 2006 caíram pela terceira vez consecutiva e recuaram de R$ 2,97 para R$ 2,95. Há quatro semanas, as projeções de câmbio para o final do próximo ano estavam em R$ 3,00. Dívida líquida do setor públicoAs projeções de mercado para a dívida líquida do setor público no fim de 2006 recuaram de 49,95% para 49,90% do Produto Interno Bruto (PIB). Esta foi a segunda redução consecutiva das estimativas de dívida líquida para o fim do próximo ano, que estavam em 50% do PIB há quatro semanas. Para o fim deste ano, as projeções de mercado para a dívida líquida prosseguiram em 51,40% do PIB pela terceira semana consecutiva.Produção industrialAs projeções de mercado para o crescimento da produção industrial neste ano subiram de 4,70% para 4,75%. Apesar da alta, as estimativas para o aumento do Produto Interno Bruto (PIB) seguiram estáveis em 3,67%. Para 2006, as expectativas de crescimento da produção industrial também não se alteraram e continuaram em 4,50% pela segunda semana consecutiva. As projeções de crescimento do PIB seguiram a mesma tendência de estabilidade e permaneceram em 3,70% pela segunda semana consecutiva. Há quatro semanas, as projeções de crescimento do PIB em 2006 estavam em 3,80%. Superávit em conta correnteAs projeções de mercado para o superávit em conta corrente deste ano subiram de US$ 4,20 bilhões para US$ 4,29 bilhões na pesquisa semanal do BC. A alta deixou as estimativas de superávit em conta ainda mais distantes dos US$ 2,1 bilhões projetados pelo próprio BC. A elevação veio acompanhada de um crescimento das previsões de superávit da balança comercial neste ano de US$ 28,10 bilhões para US$ 29 bilhões. Para 2006, as previsões de superávit em conta corrente subiram na mesma pesquisa de US$ 680 milhões para US$ 800 milhões. A mesma tendência de alta atingiu as previsões de superávit da balança comercial do próximo ano, que subiram dos US$ 25 bilhões da semana passada para US$ 25,15 bilhões. Fluxo de investimento estrangeiro diretoAs estimativas de mercado para o fluxo de investimento estrangeiro direto (IED) neste ano permaneceram estáveis em US$ 14 bilhões. O valor é inferior aos US$ 16 bilhões projetados pelo próprio BC na semana passada. Para 2006, as previsões de fluxo de investimento direto também não se alteraram e prosseguiram em US$ 15 bilhões pela 15º semana consecutiva. Preços administrados As projeções de mercado para o reajuste dos preços administrados neste ano subiram de 7,06% para 7,10%. Na ata do Comitê de Política Monetária (Copom) divulgada na semana passada, as previsões de alta dos administrados estava em 6,9%. Para 2006, as previsões de aumento dos preços administrados continuaram estáveis em 5,80% pela terceira semana consecutiva.IGP-DIAs projeções de mercado para o IGP-DI deste ano subiram de 6,12% para 6,38% na pesquisa semanal. Esta foi a terceira elevação consecutiva das estimativas de variação do IGP-DI neste ano, que estavam em 6,07% há quatro semanas. As previsões de IGP-DI para 2006, em contrapartida, continuaram estáveis em 5,50%. As expectativas para o IGP-DI deste mês subiram, ao mesmo tempo, de 0,54% para 0,65% e as previsões para abril aumentaram de 0,46% para 0,50%.

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