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Mercado prevê menos investimento estrangeiro e PIB menor

Para a última reunião do Copom, previsão é de que a autoridade monetária mantenha a Selic estável em 13,75%

Fernando Nakagawa, Agência Estado,

08 de dezembro de 2008 | 10h18

Pela segunda semana seguida, o mercado financeiro piorou as previsões para o ritmo da economia em 2009. Na pesquisa Focus divulgada nesta segunda-feira, 8, pelo Banco Central, a mediana das previsões para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) no próximo ano caiu de 2,80% para 2,50%. A estimativa para os Investimentos Estrangeiros Diretos (IED) em 2009 também caiu de US$ 25 bilhões para US$ 24 bilhões. Para 2008, a previsão se manteve em US$ 35 bilhões.   Veja também: BC decide juros em meio a dilema entre inflação e recessão Dicionário da crise  Lições de 29 Como o mundo reage à crise    Há um mês, o mercado previa 3% de expansão da economia brasileira. Para 2008, a expectativa manteve-se em 5,24%, ligeiramente superior ao nível visto há quatro semanas, quando estava em 5,23%.   O mercado financeiro se mostrou mais otimista com as perspectivas de um início de processo de queda dos juros em 2009. Para a última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do ano que começa na terça-feira, porém, a previsão é que os diretores da autoridade monetária mantenham a taxa Selic estável em 13,75%. Para 2008, portanto, a previsão é de que o juro permaneça no atual patamar.   De acordo com a pesquisa, a mediana das previsões para o patamar do juro no fim de 2009 caiu de 13,50% para 13,25% ao ano. Com a redução, o número retornou ao patamar visto há um mês. A queda do número indica que o mercado espera duas reduções de 0,25 ponto porcentual no decorrer do próximo ano.   Em relação à inflação, a pesquisa reduziu a previsão para o IPCA em 2009 de 5,25% para 5,20%. Com a redução, a expectativa retorna ao patamar observado há quatro semanas, quando também estava em 5,20%. Para 2008, a tendência foi idêntica, e a mediana das projeções caiu de 6,35% para 6,20%. Há um mês, essa estimativa estava em 6,40%. Em ambos os casos, o patamar projetado para a inflação encontra-se acima do centro da meta para 2008 e 2009 (4,5%), porém abaixo do teto aceitável, de 6,50%.   Dólar   O mercado financeiro fez mais uma rodada de elevações nas projeções para o dólar. No documento, a mediana das projeções para a taxa de câmbio no fim de 2009 subiu de R$ 2,15 para R$ 2,20. Há um mês, analistas esperavam dólar a R$ 2,01 no fim de dezembro do próximo ano. Para o câmbio no fim de 2008, as projeções também subiram e a estimativa passou de R$ 2,20 para R$ 2,27. Há quatro semanas, a previsão estava em R$ 2,05.   Produção industrial   Na mesma pesquisa, analistas também reduziram a projeção para o crescimento da produção industrial em 2009, de 3,10% para 3,05%. Para 2008, após os números ruins de outubro, a estimativa de crescimento do segmento caiu de 5,76% para 5,47%. Há um mês, o mercado esperava expansão industrial de 3,70% e 5,77%, respectivamente. Por um problema técnico, a divulgação da pesquisa Focus atrasou nesta segunda-feira.   Contas externas   A previsão de déficit nas contas externas não teve mudança na pesquisa semanal Focus. No levantamento, a mediana das projeções para o déficit em conta corrente em 2009 manteve-se em US$ 30 bilhões, ante US$ 31,65 bilhões de quatro semanas antes. Para 2008, a projeção de déficit permaneceu em US$ 30 bilhões pela quinta semana seguida.   Para o superávit comercial em 2009, a mediana das expectativas para o saldo subiu de US$ 13,66 bilhões para US$ 14 bilhões. Para 2008, a projeção de superávit avançou de US$ 23,60 bilhões para US$ 23,80 bilhões. Há quatro semanas, as projeções eram de um superávit de US$ 13,03 bilhões no próximo ano e de US$ 23,82 bilhões neste ano.        

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