Mercado prevê nova queda de juros e inflação mais baixa

O mercado financeiro continua acreditando numa queda da inflação para este ano e numa diminuição gradual da taxa básica de juros. É o que aponta a pesquisa Focus, do Banco Central, divulgada nesta segunda-feira. De acordo com o levantamento, a previsão da taxa medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo caiu de 4,43% para 4,42% no intervalo de uma semana. A baixa representa a terceira semana seguida em que as estimativas ficam abaixo da meta central, estabelecida em 4,5% pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). As projeções das instituições Top 5 para 2006, por sua vez, ficaram estáveis em 4,47% no cenário de médio prazo. O porcentual esperado também é inferior à meta central de 4,50%. Para 2007, as expectativas de IPCA seguiram estáveis em 4,50% pela 36ª semana consecutiva. O porcentual projetado equivale à meta central do próximo ano, já fixada pelo CMN. Para abril o cenário também foi de queda. As previsões caíram de 0,31% para 0,30%, marcando a terceira queda seguida dessas projeções, que estavam em 0,35% há quatro semanas. Já para maio, as previsões de IPCA continuaram estáveis em 0,25% pela quarta semana consecutiva. Selic Ainda, segundo o mercado, a próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), a ser realizada em junho, deverá cortar novamente a taxa básica de juros (Selic, atualmente em 15,75% ao ano) em 0,75 ponto porcentual. A Focus não errou na última projeção. Na mais recente reunião do Copom, realizada entre os dias 18 e 19 deste mês, a taxa foi cortada em 0,75 pp, como havia previsto o mercado, e marcou a terceira queda consecutiva nos juros. Já para o fim do ano, é esperado que os juros fiquem em 14%. Dólar O mercado também previu que o dólar deve continuar sua trajetória de queda no fim do mês. Segundo a Focus, a moeda norte-americana deve encerrar abril cotada a R$2,13, e não mais a R$2,14, previstos há uma semana. Apesar da queda, a cotação esperada ainda é superior aos R$ 2,12 projetados há quatro semanas. Para o final de maio próximo, as estimativas continuaram estáveis em R$2,14 pela segunda semana consecutiva. Há quatro semanas, estas previsões estavam em R$2,13. Acompanhando a tendência de estabilidade, as expectativas para o final do ano também prosseguiram em R$2,20 pela sexta semana seguida. Para o final de 2007, as estimativas de taxa de câmbio continuaram estáveis em R$ 2,35 pela segunda semana seguida. Investimento estrangeiro O mercado não mudou sua estimativa para o fluxo de investimento estrangeiro (IED) para 2006. Dessa maneira, este ano deve ser encerrado com US$15 bilhões, o mesmo total projetado há quatro semanas. Indo de encontro à previsão deste ano, as previsões para o IED de 2007 continuam em queda. Nesta pesquisa foi estimado um fluxo de US$16,40 bilhões, ante US$16,50 bilhões previstos na última semana. O resultado é inferior ao projetado há quatro semanas, que estavam em US$16,75 bilhões. PIB e produção industrial Apesar de esperar um aumento na produção industrial, o mercado não acredita em uma melhora das suas previsões para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB). Segundo a Focus, o País deve produzir neste ano 4,50% a mais do que no ano passado. No último levantamento, a alta estimada havia ficado em 4,48%. Esta foi a sexta elevação consecutiva destas previsões, que estavam em 4,21% há quatro semanas. A expansão do PIB, por sua vez, permaneceu inalterada em 3,5% pela 51º semana consecutiva. Para 2007, as expectativas de aumento da produção industrial ficaram estáveis em 4,50% pela terceira semana consecutiva. As estimativas de crescimento do PIB no próximo ano também permaneceram em 3,70% pela segunda semana consecutiva. Dívida Ao mesmo passo, as projeções para a dívida líquida do setor público para este ano ficaram estáveis em 50,50% do PIB pela oitava semana consecutiva. O cenário de estabilidade também foi visto no levantamento para o ano que vem. Em Para 2007 a taxa deve corresponder a 49% do PIB. Este texto foi atualizado às 11h53.

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