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Mercado prevê queda nos juros e expansão menor da indústria

Segundo relatório do BC, mercado espera três reduções do juro de 0,25 ponto porcentual no decorrer de 2009

Fernando Nakagawa, da Agência Estado,

15 de dezembro de 2008 | 09h18

O mercado financeiro prevê queda na taxa básica de juros da economia (Selic) e expansão menor da produção industrial, segundo a pesquisa Focus, divulgada nesta segunda-feira, 15, pelo Banco Central. Em 2008, a produção cai de 5,47% para 5,37% e, em 2009, de 3,05% para 3,00% .  A mediana das previsões para o patamar do juro no fim do próximo ano caiu de 13,25% para 13% ao ano, na segunda queda seguida.  Veja também:   Japão: confiança de empresários tem queda histórica   De olho nos sintomas da crise econômica Dicionário da crise Lições de 29Como o mundo reage à crise  Agora, o mercado espera três reduções do juro de 0,25 ponto porcentual no decorrer do próximo ano. Há um mês, analistas esperavam Selic de 13,31% no fim de 2009. Na mesma pesquisa, a estimativa para a taxa média de juro no decorrer de 2009 caiu de 13,63% para 13,44%, ante 13,75% de um mês atrás.  Em termos de crescimento da economia, os analistas e empresários consultados pelo BC mantêm a aposta de expansão fraca do Produto Interno Bruto (PIB) em 2009. De acordo com o levantamento, as projeções indicam um crescimento de 2,50% da economia no próximo ano, contra 5,59% em 2008.  Na semana passada, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostrou que o PIB brasileiro cresceu 6,8% no terceiro trimestre ante o mesmo período do ano passado. O dado mostra que a economia brasileira vinha em ritmo bastante acelerado antes do agravamento da crise financeira internacional, que passou a gerar efeitos negativos sobre a economia do país em outubro.  Inflação O relatório manteve a expectativa de que o IPCA deve fechar 2009 em 5,20%, mesmo número observado há quatro semanas. Para 2008, porém, a estimativa para o índice oficial de inflação caiu de 6,20% para 6,13%, na terceira redução seguida.  O porcentual está acima do centro da meta de 4,5%, porém abaixo do teto, de 6,50%. Há um mês, as expectativas para o IPCA deste ano estavam em 6,39%. A mediana da estimativa suavizada para o IPCA nos próximos 12 meses também caiu e passou de 5,37% para 5,21%, na segunda queda seguida. Há quatro semanas, essa estimativa estava em 5,37%. No grupo das instituições financeiras que mais acertam as projeções colhidas semanalmente pelo BC, o chamado Top 5, no cenário de médio prazo, a mediana das estimativas para o IPCA em 2009 caiu de 5,10% para 4,80%. Com essa redução significativa, o número esperado passa a ser menor que o visto há quatro semanas, quando estava em 5,06%. Para 2008, esses analistas reduziram a projeção para o IPCA de 6,15% para 6,08%, ante 6,24% de um mês atrás. Entre todos os analistas consultados, a mediana das projeções para o IPCA em dezembro caiu de 0,55% para 0,50%, na quarta redução seguida da estimativa, que estava em 0,60% há um mês. Para janeiro de 2009, o mercado manteve a expectativa de IPCA de 0,55% pela quinta semana seguida. No mesmo levantamento, a mediana das projeções para o IPC da Fipe em 2009 manteve-se em 4,77%, levemente superior aos 4,72% esperados há quatro semanas. Para 2008, os analistas reduziram a estimativa para o índice, de 6,50% para 6,46%, ante 6,56% de quatro pesquisas antes.  O mercado financeiro reduziu as projeções para os IGPs em 2009. A mediana das estimativas para o IGP-DI caiu de 5,80% para 5,70%, ante 5,80% registrados há quatro semanas. Em igual trajetória, a mediana das estimativas para o IGP-M no próximo ano caiu de 5,85% para 5,65%, na segunda redução seguida. Há quatro semanas, o número estava em 6%. Para 2008, a tendência foi a mesma. Para o IGP-DI, a mediana das estimativas caiu de 10,74% para 10,02%, ante 10,97%. Para o IGP-M, analistas reduziram a estimativa de 10,51% para 10,06%, contra 11,07%. Na mesma pesquisa, analistas reduziram a estimativa para a alta dos preços administrados, as tarifas públicas, de 5,40% para 5,30% em 2009. Há um mês, o número estava em 5,38%. Para 2008, o mercado a estimativa caiu de 3,61% para 3,50%, ante 3,70%.  Dívida do setor público e dólar Sobre a projeção para o indicador que mede a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB, a previsão para 2009 caiu de 37,76% para 37,20%. Para 2008, a estimativa caiu de 38% para 37,45%. Há um mês, as projeções para a dívida estavam em 38% e 39,04%, respectivamente.  As projeções para o dólar em 2009 foram mantidas, segundo a pesquisa Focus. No documento, a mediana das projeções para a taxa de câmbio no fim do próximo ano manteve-se em R$ 2,20. Há um mês, analistas esperavam dólar a R$ 2,10 no fim de dezembro de 2009. Para o câmbio no fim de 2008, as projeções subiram e a estimativa passou de R$ 2,27 para R$ 2,30. Há quatro semanas, a previsão estava em R$ 2,10.  No mesmo levantamento, a projeção para o câmbio médio no decorrer de 2009 manteve-se em R$ 2,20, contra R$ 2,05 de quatro semanas antes. Para a cotação média neste ano, a projeção permaneceu em R$ 1,82, ante estimativa anterior de R$ 1,79 registrada há um mês. (Com Reuters)

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