Mercado prevê recuo da produção industrial e freio do PIB

Analistas também seguem apostando que a inflação ultrapassará o teto da meta definida pelo governo para 2008

Reuters e Agência Estado,

28 de julho de 2008 | 08h34

O mercado financeiro prevê uma redução na expansão da produção industrial em 2008 - de 5,45% para 5,38%. Já em 2009, o crescimento da indústria se manteve em 4,5%. Os analistas consultados no levantamento semanal feito pelo Banco Central (BC) também apostam em uma redução do PIB em 2009, de 4% para 3,9%. Já em 2008, a estimativa de crescimento da economia brasileira foi mantida em 4,8%. O boletim Focus foi divulgado nesta segunda-feira, 28.   Veja também: Entenda os principais índices de inflação  Entenda a crise dos alimentos  De olho na inflação, preço por preço Confira a evolução da Selic desde o início do governo Lula   O mercado também segue apostando que a inflação brasileira vai ultrapassar o teto da meta definida pelo governo para 2008. Os analistas consultados elevaram para 6,58%, ante 6,53%, a estimativa para a variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) neste ano. Foi a décima oitava elevação consecutiva da estimativa do mercado para o IPCA. Para o próximo ano, a estimativa foi mantida em 5%. A meta de inflação fixada para 2008 e 2009 é de 4,5%, com margem de variação de 2 pontos percentuais, para cima ou para baixo. O teto da meta, portanto, é de 6,5%. Para os Índices Gerais de Preços (IGPs), calculados pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) e que trazem o comportamento dos preços no atacado e também o impacto em tarifas públicas e de serviços, as previsões também subiram.   O mercado espera agora que o Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI) encerre 2008 em 12,18%, ante 12,03% na previsão anterior. Já o Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) deve ficar em 12,04% este ano, ante expectativa de 11,96% na semana passada. Já para 2009, a projeção para o IGP-DI caiu para 5,37%, de 5,39%, e a do IGP-M permaneceu em 5,5% pela segunda semana seguida.    Juros   Após o Comitê de Política Monetária (Copom) elevar a taxa básica de juros brasileira, a Selic, em 0,75 ponto porcentual para 13% ao ano, na semana passada, o mercado financeiro optou por manter, pela sexta semana consecutiva, a projeção para o juro básico no País no fim de 2008. Segundo a Pesquisa Focus, a Selic deve encerrar o ano em 14,25% ao ano, o que representa uma alta de 1,25 ponto porcentual na Selic até dezembro. Para 2009, o mercado elevou a previsão do juro básico no País, para 14% ao ano, ante estimativa anterior de 13,75% ao ano.   Câmbio O mercado manteve a previsão para a taxa de câmbio no fim de 2008 em R$ 1,63. Porém, para 2009, o mercado elevou a projeção, com a taxa de câmbio encerrando o ano que vem em R$ 1,75, ante previsão anterior de R$ 1,74.    Contas externas Em relação à balança comercial brasileira, o mercado elevou a projeção de superávit comercial este ano, de US$ 22,67 bilhões para US$ 22,78 bilhões. Com isso, a estimativa é de que a conta corrente (saldo de todas as transações do País com o exterior) encerre o ano deficitária em US$ 24 bilhões, mesma previsão da semana passada.Para 2009, o mercado manteve a previsão de que a balança comercial encerre o ano que vem com um superávit de US$ 15 bilhões e fique com um déficit em conta corrente de US$ 31,5 bilhões, ante US$ 31,4 bilhões previstos na semana passada. Investimentos A previsão para o Investimento Estrangeiro Direito (IED) em 2008 subiu para US$ 34 bilhões, de US$ 33 bilhões, e de 2009 ficou em US$ 30 bilhões pela décima primeira vez seguida.

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