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Mercado prevê Selic mais alta hoje

Hoje o Comitê de Política Monetária (Copom) encerrará sua reunião mensal, anunciando o novo patamar da Selic, a taxa básica referencial de juros da economia. O anúncio deve ocorrer no início da noite. A maioria dos analistas consultados pela Agência Estado acredita num aumento de meio ponto porcentual, dos atuais 16,75% para 17,25% ao ano. O motivo para a elevação dos juros é principalmente a alta do dólar, provocada pelas crises da Argentina e de energia, que deverá pressionar as taxas de inflação. No entanto, a Selic estaria próxima dos limites máximos, segundo especialistas.A Argentina não entrou em colapso ontem, como temiam os mercados. Depois do feriado de segunda-feira, a maior preocupação é que as medidas econômicas divulgadas no final de semana fossem interpretadas como o início de uma desvalorização do peso, atrelado ao dólar desde 1991. A corrida aos bancos e casas de câmbio não ocorreu, e, ao contrário, a confiança do povo argentino no ministro da Economia, Domingo Cavallo, garantiu um dia relativamente calmo - dentro do possível -, dadas as incertezas que envolvem a economia do país. Os próximos dias continuarão tensos.A crise energética prossegue indefinida. O resultado da campanha de racionamento é comemorado pelo governo, mesmo sem as pesadas sanções previstas inicialmente, mas o fato é que ainda é muito cedo para determinar o tamanho da crise e seus efeitos com alguma precisão. Ao menos para reduzir os efeitos mais evidentes, como a redução da produção, do investimento estrangeiro e a pressão sobre os preços causada pela falta de mercadorias, espera-se que os juros tenham de subir. A desaceleração persistente da economia norte-americana e as seguidas altas do dólar contribuem para o pessimismo. Devido às incertezas de longo prazo, os investidores buscam a moeda norte-americana como proteção para seus recursos. A desproporção entre compradores e vendedores têm garantido novos recordes das cotações todos os dias, causando pressão sobre os preços de produtos importados e também sobre a produção nacional exportável, que segue preços internacionais.Mas haveria um limite para a alta dos juros. Analistas acreditam que a Selic teria de sofrer um forte choque para controlar o câmbio, o que o Banco Central não faria para não provocar uma desaceleração excessiva da economia. A meta que o governo persegue é de inflação, havendo, no regime de câmbio flutuante, alguma tolerância a desequilíbrios cambiais. Uma forte alta da Selic desestimularia investimentos e consumo, um preço considerado alto para tentar reduzir a desvalorização do real.

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