Celso Junior/Estadão
Celso Junior/Estadão

Mercado projeta inflação abaixo do centro da meta e PIB maior em 2017

Relatório Focus aponta que mediana das projeções para 2017 foi de 3,38% para 3,27%; expectativa de alta para o PIB deste ano foi de 0,34% para 0,39%

Fabrício de Castro, O Estado de S.Paulo

28 Agosto 2017 | 08h59

BRASÍLIA -  Já sob influência do IPCA-15 de agosto, os economistas do mercado financeiro reduziram suas projeções para o IPCA - o índice oficial de inflação - neste ano. O Relatório de Mercado Focus, divulgado pelo BC, mostra que a mediana para o IPCA em 2017 foi de 3,51% para 3,45%. Há um mês, estava em 3,40%. A projeção para o índice de 2018 seguiu em 4,20%, mesmo porcentual de quatro semanas atrás. 

 

Na prática, as projeções de mercado divulgadas hoje no Focus indicam que a expectativa é que a inflação fique abaixo do centro da meta, de 4,5%, em 2017 e 2018. A margem de tolerância para estes anos é de 1,5 ponto porcentual (inflação entre 3,0% e 6,0%). 

 

Na quarta-feira (23), o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que o IPCA-15 - considerado uma espécie de prévia da inflação oficial - subiu 0,35% em agosto. O resultado ficou no piso das estimativas do mercado (de 0,35% a 0,65%).  

 

Entre as instituições que mais se aproximam do resultado efetivo do IPCA no médio prazo, denominadas Top 5, a mediana das projeções para 2017 foi de 3,38% para 3,27%. Para 2018, a estimativa passou de 4,00% para 4,19%. Quatro semanas atrás, as expectativas eram de 3,10% e 4,19%, respectivamente.  

 

Entre os índices mensais mais próximos, a estimativa para agosto de 2017 caiu de 0,47% para 0,44%. Um mês antes, estava em 0,30%. No caso de setembro, a previsão de inflação do Focus foi de 0,32% para 0,31%, ante 0,33% de quatro semanas atrás. 

Atividade econômica. Os economistas do mercado financeiro alteraram as projeções para o Produto Interno Bruto (PIB) em 2017. A expectativa de alta para o PIB deste ano foi de 0,34% para 0,39%. Há um mês, a perspectiva estava em 0,34%.  Para 2018, o mercado manteve a previsão de alta do PIB, de 2,00%. Quatro semanas atrás, a expectativa estava no mesmo nível. 

 

Em 17 de agosto, o BC informou que seu Índice de Atividade (IBC-Br) cresceu 0,25% no segundo trimestre, em relação ao primeiro trimestre, na série com ajustes sazonais. Foi o segundo avanço trimestral consecutivo, o que não era visto desde o fim de 2013. Apenas em junho, houve expansão de 0,5% na atividade econômica.

Taxa de juros. Os economistas do mercado financeiro alteraram suas projeções para a Selic (a taxa básica de juros) para o fim de 2017.  O Relatório trouxe hoje que a mediana das previsões para a Selic este ano passou de 7,50% para 7,25% ao ano. Há um mês, estava em 8,00%. O levantamento indicou ainda que a mediana das projeções dos economistas para a Selic no fim de 2018 permaneceu em 7,50% ao ano, ante 7,75% de um mês atrás. 

 

No início de agosto, o Banco Central divulgou a ata do último encontro do Comitê de Política Monetária (Copom), que trouxe uma análise dos motivos que levaram o colegiado a cortar a Selic em 1 ponto porcentual, de 10,25% para 9,25% ao ano. No documento, o BC sinalizou a possibilidade de novo corte de 1 ponto em setembro. 

 

No Focus de hoje, a Selic média de 2017 seguiu em 9,91% ao ano. Há um mês, a mediana da taxa média projetada era de 10,06%. No caso de 2018, a Selic média foi de 7,30% para 7,25%, ante 7,75% de quatro semanas atrás. 

 

Para o grupo dos analistas consultados que mais acertam as projeções (Top 5) de médio prazo, a taxa básica terminará 2017 em 7,00% ao ano, ante os 7,25% projetados há uma semana. Há um mês, a mediana estava em 7,50%. Para 2018, a expectativa foi de 7,25% para 7,00%, ante 7,25% de um mês antes. 

 

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