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Mercado projeta inflação em 8,20% e queda do PIB em 1,01% em 2015

Analistas consultados pelo Banco Central elevaram pela 14ª semana consecutiva as projeções para a alta dos preços e a queda na atividade econômica este ano

Eduardo Rodrigues, O Estado de S. Paulo

06 de abril de 2015 | 09h07

As previsões para a inflação e para a retração da economia foram mais uma vez elevadas por analistas do mercado consultados pelo Banco Central para o Relatório de Mercado Focus, divulgado nesta segunda-feira, 6.


Para a inflação, a mediana das expectativas foi elevada para 8,20% em relação aos 8,12% registrados na semana passada. Em relação à queda da atividade econômica, especialistas também estão mais pessimistas do que na consulta anterior: a projeção de queda do Produto Interno Bruto (PIB) em 2015 passou a ser de 1,01% frente ao 1% esperado para o indicador na semana passada. 

Esta é a 14ª semana consecutiva em que as projeções para a inflação são elevadas. Há um mês, a previsão para a alta de preços de 2015 era de 7,77%. O próprio Banco Central espera uma inflação de 7,9% este ano. Para o fim de 2016, a mediana das projeções para o IPCA foi mantida em 5,60%. Quatro semanas atrás estava em 5,51%.

A expectativa para o crescimento do PIB também sofreu a 14ª revisão para baixo. Há quatro semanas, a leitura mostrava uma estimativa de queda de 0,66%, na mediana. Para 2016, as projeções seguem um pouco mais otimistas, e inclusive melhoraram desde a última semana. A previsão de alta de 1,05% foi substituída pela de 1,10%. 

Para a produção industrial, a mediana das estimativas passou de uma queda de 2,42% para este ano para baixa de 2,64% - quatro semanas atrás, estava em -1,38%. Para 2016, as apostas de expansão para a indústria caíram de 1,68% para 1,50. Há quatro edições da pesquisa Focus, a previsão era de alta de 2,40%.

Para o indicador que mede a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB, a mediana das previsões dos analistas do setor privado ficou estável em 38,00% - mesmo patamar de quatro semanas atrás. No caso de 2016, as expectativas seguem em 38,90% - abaixo dos 39,15% vistos um mês atrás.

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