Ações

Empresas de Eike disparam na bolsa após fim de recuperação judicial da OSX

Analistas projetam recessão mais forte em 2015 e 2016

Boletim Focus revela que analistas esperam uma contração da economia de 3,19% neste ano e de 2,04% em 2016; estimativa para a inflação avançou para 10,38% em 2015

Célia Froufe, O Estado de S.Paulo

30 de novembro de 2015 | 10h16

BRASÍLIA - Na véspera de mais uma divulgação oficial sobre a economia doméstica, o Relatório de Mercado Focus trouxe novos ajustes para as expectativas em torno dos dados de atividade do Brasil. De acordo com o documento divulgado pelo Banco Central, a perspectiva de retração do Produto Interno Bruto (PIB) do ano que vem passou de 2,01% para 2,04%. Há um mês, a estimativa estava em -1,51%. Para 2015, a perspectiva de contração aumentou de 3,15% para 3,19% - um mês antes estava em queda de 3,05%. 

Segundo o IBGE, o PIB brasileiro caiu 2,6% no segundo trimestre deste ano na comparação com o primeiro e 1,9% ante o mesmo período de 2014. Nesta terça-feira, o instituto trará o resultado da economia no terceiro trimestre de 2015. No Relatório Trimestral de Inflação de setembro, o BC revisou de -1,1% para -2,7% sua estimativa para a retração econômica deste ano.

No caso da produção industrial, a mediana das expectativas para 2015 permaneceu em -7,50%. Para 2016, passou de -2% para -2,30%. 

Juro e inflação. Depois de ultrapassar o teto da meta no Relatório de Mercado Focus da semana passada, a projeção para a inflação deste ano se estabilizou em 6,64%. No caso de 2015, a estimativa avançou de 10,33% para 10,38%, registrando a 11ª semana consecutiva de alta.

Mesmo a um mês do fim do ano, e as projeções do mercado financeiro para os preços administrados de 2015 não dão trégua. A mediana das expectativas para este ano avançou de 17,43% para 17,50% de uma semana para outra. Para 2016, a projeção para os preços administrados avançou de 7% para 7,08%. 

No Relatório Trimestral de Inflação (RTI) de setembro, o BC havia apresentado estimativa de 9,5% para este ano tanto no cenário de referência quanto no de mercado. Pelos cálculos da instituição revelados no RTI, o IPCA para 2016 subiu de 4,8% para 5,3% no cenário de referência e passou de 5,1% para 5,4% no de mercado. Na ata do Copom mais recente, o BC informou que suas projeções subiram ainda mais tanto no cenário de mercado quanto no de referência. Esta semana, a instituição fará nova atualização dos dados em nova ata do comitê.

Para a inflação de curto prazo, a estimativa para novembro subiu de 0,85% para 0,87% de uma semana para outra ante taxa de 0,60% verificada há um mês. No caso de dezembro, a taxa passou de 0,82% para 0,85%. 

Para o juro, após a última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do ano manter a Selic inalterada em 14,25% ao ano, mas com dois votos dissidentes de alta (0,50 pp), o mercado financeiro elevou a estimativa da taxa Selic em 2016 de 13,75% ao ano para 14,13% ao ano, o que revela uma divisão dos participantes da Focus entre um patamar de 14% e 14,25% aa. A taxa de juros abaixo de dois dígitos novamente só será vista no encerramento de 2020.

Dólar. Após ajustes para baixo, o Relatório de Mercado Focus trouxe estabilidade das expectativas para praticamente todos os horizontes e medições do dólar. De acordo com o boletim, a moeda deve chegar ao fim deste ano comercializada a R$ 3,95, como na semana passada. Para o encerramento de 2016, a mediana das estimativas para o dólar seguiu em R$ 4,20 pela quinta semana seguida. 

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.