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Mercado quer unir Teles sem dar poder ao governo

A proposta anunciada na semana passada pelo ministro das Comunicações, Hélio Costa, de criar uma grande operadora nacional de telecomunicações, pela união da Oi (antiga Telemar) e da Brasil Telecom, vem sendo bombardeada pelos empresários. O que incomoda, no entanto, não é a fusão em si, mas o momento em que ela foi anunciada e o poder que o governo teria sobre a nova empresa.Hoje, as regras do setor impedem a união entre concessionárias de telefonia fixa, que são a Oi, a Brasil Telecom, a Telefônica e a Embratel. O que as empresas querem é uma mudança de regras, sem limite ao capital estrangeiro, em que o governo participaria como investidor, permanecendo afastado da administração. Como acontece hoje na Oi, onde o BNDES é o maior acionista individual, com 25% de participação, mas o grupo de controle é formado por um grupo de empresas privadas nacionais.O mal-estar provocado pelo anúncio de Costa foi causado, em primeiro lugar, pelo momento. A Oi encontra-se num processo de compra de ações preferenciais, e a fala do ministro cria turbulências. A operação simplifica a estrutura acionária da companhia, o que facilitaria a fusão. Em segundo lugar, pela proposta da golden share, que afasta investidores e cria uma ferramenta para o governo influir na gestão. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo

AE, Agencia Estado

10 de agosto de 2007 | 09h18

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