finanças

E-Investidor: "Você não pode ser refém do seu salário, emprego ou empresa", diz Carol Paiffer

Mercado reage bem a fala de Yellen

O comprometimento de Janet Yellen, indicada para comandar o Federal Reserve (Fed, o banco central americano), com a atual política monetária dos Estados Unidos mostrado ontem (14) em audiência no Senado agradou Wall Street, embora ela não tenha dado sinais de quando mudanças nessa estratégia podem ocorrer.

ALTAMIRO SILVA JÚNIOR, CORRESPONDENTE, Agencia Estado

15 de novembro de 2013 | 08h49

A avaliação inicial dos economistas é que a possibilidade de reduzir o ritmo de compras de ativos em dezembro ainda existe, mas essa probabilidade pode ter ficado mais remota, sobretudo por Yellen frisar que novos indicadores econômicos precisam mostrar que a economia cresce de forma robusta e é capaz de sustentar o ritmo atual de criação de postos de trabalho. Além disso, ela enfatizou que os benefícios da estratégia de compras mensais de ativos ainda superam os custos, o que sinaliza que pode não ter chegado o momento de mudanças.

O economista do Bank of America Merrill Lynch, Ethan Harris, escreveu logo após o discurso que Yellen atendeu todas as expectativas e que só espera mudanças na política monetária em 2014, talvez em janeiro. "Vimos os comentários dela como apoiando a manutenção da política acomodatícia do Fed." Sobre as mudanças da política monetária, Yellen disse que não há uma data fixada e destacou que, a cada reunião, os dirigentes do Fed param para avaliar a possibilidade de retirada dos estímulos, considerando as condições econômicas do momento. "O discurso atendeu às expectativas, embora ela não tenha fornecido nenhuma dica sobre a retirada dos estímulos", afirma o economista-chefe do Deutsche Bank, Joseph LaVorgna.

Em suas declarações, Yellen frisou mais de uma vez que a política fiscal não tem contribuído para ajudar na recuperação econômica do país e tem tornado o trabalho do Fed mais difícil. Mesmo injetando US$ 85 bilhões todo mês no mercado financeiro, a nova dirigente avalia que os benefícios desta estratégia superam seus custos e que, apesar da melhora substancial do mercado de trabalho até agora, o nível ainda não o suficiente para justificar a retirada dos estímulos.

Em determinado momento, Yellen foi questionada por um senador sobre por que o Fed não zera a taxa de juros que paga aos bancos pelo excesso de reservas, atualmente em 0,25% ao ano. Em sua resposta, ela não descartou essa possibilidade e disse que o Fed ainda não o fez porque teme efeitos negativos no mercado de dívida.

Repercussão

A apresentação de Janet Yellen, indicada pelo presidente Barack Obama para comandar o Fed, foi entendida pelo mercado como um sinal claro de que tão cedo política monetária não muda, avalia a Eurasia, consultoria com sede em Washington. Após a sabatina de ontem (14), os economistas da casa acreditam que as chances de ela ser aprovada no Senado ficaram ainda maiores.

Para os economistas da Eurasia, Corey Boles e David Gordon, Yellen foi clara ao mostrar seu empenho em prosseguir com a atual política monetária dos EUA, sobretudo ao declarar que o país tem feito bom progresso em seu processo de recuperação econômica, mas ainda tem um caminho a percorrer para recuperar o terreno perdido na crise financeira mundial.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Tudo o que sabemos sobre:
Federal ReserveEUAJanet Yellen

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.