Mercado reage bem ao fim do acordo com FMI

A decisão do governo de não renovar o acordo com o FMI foi bem recebida pelo mercado cambial. Tesourarias de bancos e exportadores reforçaram hoje as vendas de dólar à tarde, após o anúncio da decisão. Com isso, o dólar comercial fechou em queda de 0,62%, a R$ 2,723. Neste mês, a alta acumulada pela moeda americana em relação ao real está em 5,14% e, no ano, em 2,60%. O Índice Bovespa fechou em queda de 1,66%, com 26.257 pontos. Com esse resultado, a Bolsa passou a acumular baixa de 6,69% em março e alta de apenas 0,23% em 2005. O giro financeiro na Bovespa, de R$ 1,051 bilhão, foi considerado pequeno.O risco Brasil, que chegou a atingir 487 pontos, também reduziu a alta a 3 pontos e estava em 477 pontos por volta das 17 horas. "Foi o efeito positivo da decisão", disse um analista. Entre os títulos brasileiros, a taxa máxima do dia do C-Bond foi de 97,50 centavos de dólar, queda de 0,26%. Na mínima, o papel foi negociado a 97,1250 centavos de dólar. Para o Global 40, a máxima foi a 108,35 centavos de dólar, em queda de 0,41%; e a mínima foi a 107,95 centavos de dólar, baixa de 0,78%. A queda do dólar, porém, não indica uma tendência. Segundo os operadores, o mercado doméstico continua preocupado com o cenário externo, especialmente com a volatilidade dos Treasuries e os preços do petróleo. Em Nova York, os contratos de petróleo para maio fecharam em US$ 54,05 o barril, em queda de 1,44%, após um movimento de realização de lucros pós-feriado.

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