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Mercado recupera-se mas espera alta da Selic

Depois das altas da semana passada, o dólar voltou a cair com força. Os demais mercados acompanharam a recuperação, mas em ritmo mais lento, pois embutem a expectativa de nova alta da Selic, a taxa básica referencial de juros da economia. Mesmo assim, agradaram os resultados dos leilões de títulos cambiais, que conseguiram rolar a maior parte do vencimento de amanhã a taxas menores do que nos últimos dias, embora ainda altas.As taxas médias de câmbio de hoje corrigirão os contratos cambiais que vencem amanhã. Neste final de ano, várias datas concentram vencimentos, o que vem causando grande oscilação nas cotações da moeda norte-americana. Mas ontem o Banco Central (BC) concluiu a rolagem de 83,8% do total de US$ 2,4 bilhões. As taxas de juros foram salgadas, mas já bem melhores do que no leilão da semana passada.Em parte, o mercado gostou da indicação para o ministério do novo governo do prefeito de Ribeirão Preto, Antonio Palocci. O também coordenador da transição tem insistido no compromisso de acalmar os mercados por meio de medidas responsáveis e de políticas econômicas ortodoxas, mesmo que muitas vezes impopulares. Ainda assim, o fim do nervosismo e um avanço na recuperação das cotações só deve vir quando houver maiores definições, como os nomes que comporão os principais postos da equipe econômica do novo governo. As atenções também se concentram sobre as primeiras medidas, a condução das reformas econômicas e a governabilidade. A concentração de vencimentos cambiais aliada a essas incertezas ainda pode trazer muitas oscilações nas cotações.Hoje tem início a reunião mensal do Comitê de Política Monetária (Copom) de novembro, terminando amanhã. O Copom discute a Selic, atualmente em 21% ao ano, e as especulações sobre a sua decisão são bastante divergentes. Por um lado, há os dados indicando forte alta da inflação, mesmo nos preços não influenciados diretamente pelo câmbio, o que teoricamente levaria a uma elevação da taxa. Mas alguns céticos apontam que no mês passado a Selic já foi elevada em três pontos porcentuais, o que parecia suficiente nas projeções do governo para conter a inflação em 2003. A maioria dos analistas espera uma alta entre 0,5 e 3 pontos porcentuais. As bolsas internacionais, com menor efeito sobre os mercados brasileiros, vêm observando com atenção os desdobramentos dos conflitos entre o Iraque e os Estados Unidos. Num ambiente de muitas ameaças de ataques terroristas no Ocidente, os inspetores de armas da Organização das Nações Unidas (ONU) chegaram a Bagdá e tentam começar a trabalhar. Mas já se esperam resistências do governo iraquiano e o processo pode ser tenso, com a constante ameaça de guerra no ar, o que certamente influenciará os mercados no mundo inteiro.MercadosO dólar comercial foi vendido a R$ 3,5600 nos últimos negócios do dia, em baixa de 3,39% em relação às últimas operações de sexta-feira. No mercado de juros, os contratos de DI futuro com vencimento em janeiro de 2003 negociados na Bolsa de Mercadorias & Futuros pagam taxas de 23,170% ao ano, frente a 23,380% ao ano sexta-feira. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou em alta de 0,91% em 9974 pontos. Mercados internacionais O Dow Jones - Índice que mede a variação das ações mais negociadas na Bolsa de Nova York - fechou em queda de 1,08% (a 8486,6 pontos), e a Nasdaq - bolsa que negocia ações de empresas de alta tecnologia e informática em Nova York - caiu 1,24% (a 1393,69 pontos). O euro era negociado a US$ 1,0102; uma queda de 0,26%. Na Argentina, o índice Merval, da Bolsa de Valores de Buenos Aires, fechou em alta de 1,56% (459,14 pontos). O dólar oficial para venda fechou em $ 3,50 pesos.Não deixe de ver no link abaixo as dicas de investimento, com as recomendações das principais instituições financeiras, incluindo indicações de carteira para as suas aplicações, de acordo com o perfil do investidor e prazo da aplicação. Confira ainda a tabela resumo financeiro com os principais dados do mercado.

Agencia Estado,

19 de novembro de 2002 | 08h02

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