André Dusek|Estadão
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Mercado reduz estimativa de inflação e aumenta projeção de crescimento do PIB

Relatório de Mercado Focus divulgado nesta segunda-feira revelou que mercado está mais otimista com perspectivas da economia

Fabrício de Castro, O Estado de S.Paulo

26 de novembro de 2018 | 09h44

Os economistas do mercado financeiro alteraram a previsão para o IPCA - o índice oficial de preços - de 2018 e 2019. O Relatório de Mercado Focus, divulgado nesta segunda-feira, 26, pelo Banco Central, mostra que a mediana para o IPCA este ano passou de alta de 4,13% para elevação de 3,94%. Há um mês, estava em 4,43%. A projeção para o índice no próximo ano foi de 4,20% para 4,12%. Quatro semanas atrás, estava em 4,22%.

O relatório Focus trouxe ainda a projeção para o IPCA em 2020, que seguiu em 4,00%. No caso de 2021, a expectativa foi de 3,90% para 3,86%. Há quatro semanas, essas projeções eram de 4,00 % e 3,95%, nesta ordem.

Outros indicadores da economia também tiveram suas projeções alteradas pelo mercado. A projeção para a taxa básica Selic em 2019 foi de 8,00% para 7,75% ao ano, ante 8,00% ao ano de quatro semanas atrás. No caso de 2020, a projeção para a Selic seguiu em 8,00% e, para 2021, permaneceu também em 8,00%. Há um mês, os porcentuais projetados eram de 8,00% para 2020 e para 2021.

Já a expectativa de alta para o Produto Interno Bruto (PIB) este ano foi de 1,36% para 1,39%. Para 2019, o mercado manteve a previsão de alta do PIB em 2,50%, igual ao visto um mês antes. As projeções para o câmbio em 2018 também se mantiveram inalteradas, em R$ 3,70. Para 2019, houve alteração para cima, de R$ 3,76 para R$ 3,78.

Inflação segue abaixo do centro da meta

A projeção dos economistas para a inflação em 2018 está abaixo do centro da meta deste ano, de 4,5%, sendo que a margem de tolerância é de 1,5 ponto porcentual (índice de 3,0% a 6,0%). Para 2019, a meta é de 4,25%, com margem de 1,5 ponto (de 2,75% a 5,75%). No caso de 2020, a meta é de 4,00%, com margem de 1,5 ponto (de 2,5% a 5,5%). Já a meta de 2021 é de 3,75%, com margem de 1,5 ponto (de 2,25% a 5,25%).

No dia 7 de novembro, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que o IPCA de outubro subiu 0,45%. No ano, o índice acumula alta de 3,81% e, em 12 meses, de 4,56%.

No fim de outubro, ao manter a Selic (a taxa básica de juros) em 6,50% ao ano, o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC atualizou suas projeções para a inflação. No cenário de mercado, que utiliza o câmbio e os juros projetados no Focus como referência, a expectativa para o IPCA em 2018 é de 4,4%. Para 2019, a projeção é de 4,2% e, para 2020, de 3,7%.

No Focus de hoje, entre as instituições que mais se aproximam do resultado efetivo do IPCA no médio prazo, denominadas Top 5, a mediana das projeções para 2018 passou de 4,05% para 3,91%. Para 2019, a estimativa do Top 5 foi de 4,10% para 3,96%. Quatro semanas atrás, as expectativas eram de 4,50% e 3,97%, respectivamente.

No caso de 2020, a mediana do IPCA no Top 5 permaneceu em 4,00%, igual ao verificado há um mês. A projeção para 2021 no Top 5 seguiu em 3,75%, ante 3,88% de quatro semanas atrás.

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