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Mercado reduz estimativa de inflação, mas eleva juro a 14,75%

Analistas consultados pelo BC reduziram de 6,54% para 6,45%, a estimativa para o IPCA de 2008, segundo pesquisa

Reuters e Fernando Nakagawa, da Agência Estado,

11 de agosto de 2008 | 08h34

A estimativa de inflação do mercado para 2008 caiu abaixo do teto da meta perseguida pelo governo, mas a projeção para a taxa de juro foi elevada mais uma vez, mostrou pesquisa divulgada nesta segunda-feira, 11.  Analistas consultados pelo Banco Central reduziram para 6,45%, ante 6,54% na pesquisa passada, a estimativa para a variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2008. Com isso, o índice retorna para abaixo do teto da meta de inflação para o ano, que é de 6,50%. Há quatro semanas, a projeção para IPCA estava em 6,48%. Para 2009 a estimativa foi mantida em 5%.   Veja também: Inflação pelo IPC-S desacelera em sete capitais Confira a evolução da Selic desde o início do governo LulaEntenda os principais índices de inflação  Entenda a crise dos alimentos  De olho na inflação, preço por preçoMercado aposta em alta do juro e 'leve' queda da inflação A meta de inflação para 2008, 2009 e 2010 é de 4,5%, com margem de variação de dois pontos porcentuais, para cima ou para baixo. No caso do juro, os analistas acreditam que a Selic - taxa básica - estará em 14,75% em dezembro deste ano, acima dos 14,5% estimados no levantamento anterior.  A projeção suavizada para o IPCA nos próximos 12 meses também caiu e passou de 5,37% para 5,34%, ante 5,33% de um mês atrás. As estimativas para o índice oficial de inflação nos próximos 12 meses e em 2009 continuam dentro da margem aceitável pela meta de inflação. Entre todos os analistas consultados para a pesquisa, a estimativa para o IPCA em agosto caiu de 0,45% para 0,43%, contra 0,45% de um mês atrás. Para setembro, a mediana permaneceu em 0,39% pela quarta semana consecutiva. Para o IPC, da Fipe, de 2008, a expectativa caiu de 6,53% para 6,48%, ante 6,51% de quatro semanas atrás. Para 2009, a projeção permaneceu em 4,61%, ante 4,50% de um mês atrás. Selic Desde abril, quando o novo ciclo de aperto monetário foi iniciado, o Copom elevou a Selic três vezes seguidas, passando de 11,25% para 13% ao ano. O Comitê tem mais três reuniões este ano. O próximo encontro acontece em setembro. O presidente do BC, Henrique Meirelles, tem dito que a autoridade monetária fará tudo o que for necessário para trazer a inflação de volta à trajetória das metas a partir do próximo ano.  No cenário traçado para 2009, analistas acreditam que a taxa de juro estará em 14% em dezembro, mesma projeção feita no levantamento anterior. O cenário de aperto monetário desenhado para 2008 já gerou seu efeito negativo sobre a projeção de crescimento da economia em 2009.  De acordo com a pesquisa, os analistas acreditam que o Produto Interno Bruto (PIB) do país irá crescer 3,73% no próximo ano e não 3,9% como estimado até semana passada. Para 2008, a estimativa continua sendo de uma expansão de 4,8% da economia do País.  IGP-DI As estimativas do mercado financeiro para os IGPs caíram pela segunda semana seguida, mostra a pesquisa Focus divulgada há pouco pelo Banco Central. No levantamento, a mediana das projeções dos analistas para o IGP-DI em 2008 caiu de 12,13% para 11,33%. Com a redução, o número fica inferior ao registrado quatro semanas antes, quando estava em 11,66%. Para o IGP-M em 2008, a estimativa caiu quase um ponto porcentual, de 12% para 11,04%, ante 11,92% de um mês atrás.  Para 2009, foram feitas poucas alterações. Para o IGP-DI, a estimativa permaneceu em 5,40%, número maior que o registrado há quatro semanas, quando estava em 5,25%. Para o IGP-M, a expectativa teve ligeira redução, de 5,50% para 5,48%, ante 5,50% de um mês atrás.  A expectativa de alta dos preços administrados - as tarifas públicas - em 2008 permaneceu em 3,80%, número idêntico ao registrado quatro semanas antes. Para 2009, a estimativa teve ligeira alta, de 5,09% para 5,13%, ante 5% de quatro semanas antes.  Câmbio Pela segunda semana seguida, analistas do mercado financeiro reduziram suas estimativas para o patamar do câmbio no fim do ano. A mediana das projeções para o dólar caiu de R$ 1,61 para R$ 1,60, ante expectativa de R$ 1,65 registrada um mês atrás. Já a projeção para o câmbio médio no decorrer de 2008 manteve-se em R$ 1,65, ante R$ 1,68 de quatro semanas antes. Para 2009, a projeção do mercado para o dólar no fim do ano também teve ligeira redução, de R$ 1,70 para R$ 1,69, ante R$ 1,75 de um mês atrás. Para a taxa média de câmbio em 2009, a projeção caiu um centavo, de R$ 1,70 para R$ 1,69, ante R$ 1,73 de um mês atrás.  Déficit em conta corrente A mediana das projeções dos analistas para o déficit em conta corrente em 2008 voltou a piorar e passou de US$ 24,9 bilhões para US$ 25 bilhões. Há quatro semanas, a expectativa era de saldo negativo de US$ 23,9 bilhões. Para 2009, a estimativa para o déficit subiu de US$ 32,7 bilhões para US$ 33 bilhões. Há um mês, analistas previam US$ 32 bilhões. A despeito da piora das projeções para a conta corrente, a estimativa para o superávit na balança comercial em 2008 subiu de US$ 23 bilhões para US$ 23,1 bilhões. Para 2009, a projeção de saldo manteve-se em US$ 15 bilhões. Há um mês, as projeções eram de US$ 22,78 bilhões e US$ 15 bilhões, respectivamente. A estimativa de ingresso de Investimento Estrangeiro Direto (IED) em 2008 subiu de US$ 34 bilhões para US$ 34,5 bilhões e permaneceu em US$ 30 bilhões para 2009. Há um mês, as expectativas para a entrada de IED eram de US$ 33 bilhões e US$ 30 bilhões, respectivamente. (Com Renato Andrade, da Reuters; Edição de Vanessa Stelzer)

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