André Dusek|Estadão
André Dusek|Estadão

Mercado reduz expectativa de inflação para 2018

Expectativa de mediana para o índice oficial de preços da economia brasileira em 2018 caiu de 4,43% para 4,40%

Fabrício de Castro, O Estado de S.Paulo

05 Novembro 2018 | 09h34

Os economistas do mercado financeiro alteraram a previsão para o IPCA - o índice oficial de preços - de 2018. O Relatório de Mercado Focus, divulgado nesta segunda-feira, 5, pelo Banco Central, mostra que a mediana para o IPCA este ano passou de alta de 4,43% para elevação de 4,40%. Há um mês, também estava em 4,40%. A projeção para o índice em 2019 permaneceu em 4,22%. Quatro semanas atrás, estava em 4,20%.

O relatório Focus trouxe ainda a projeção para o IPCA em 2020, que seguiu em 4,00%. No caso de 2021, a expectativa foi de 3,95% para 3,97%. Há quatro semanas, essas projeções eram de 4,00% e 3,97%, nesta ordem.

Já as expectativas para a taxa básica de juros da economia brasileira se mantiveram inalteradas. Para o fim de 2018 e já após a última reunião do Comitê de Política Monetária, ocorrida na última semana, a expectativa permenaceu em 6,50% ao ano.  Já a projeção para a Selic em 2019 permaneceu em 8,00% ao ano, igual ao verificado há quatro semanas. No caso de 2020, a projeção para a Selic seguiu em 8,00% e, para 2021, permaneceu também em 8,00%. Há um mês, os porcentuais projetados eram de 8,38% para 2020 e 8,00% para 2021.

As projeções para o crescimento do PIB brasileira e 2018 e 2019 também não foram alteradas. Para 2018, a expectativa de avanço na economia brasileira é de 1,36%. Para 2019, a projeção é de um crescimento de 2,5%.

Já o dólar deve terminar o ano mais barato, de acordo com as expectativas dos agentes do mercado financeiro. A projeção para o câmbio foi novamente alterada, de R$ 3,71 para R$ 3,70 no final de 2018. Há um mês, a estimativa era de que a moeda americana terminasse o ano em R$ 3,89. Para 2019, a projeção é de um dólar cotado a R$ 3,80 no final do ano.

Inflação

A projeção dos economistas para a inflação em 2018 está dentro da meta deste ano, cujo centro é de 4,5%, com margem de tolerância de 1,5 ponto porcentual (índice de 3,0% a 6,0%). Para 2019, a meta é de 4,25%, com margem de 1,5 ponto (de 2,75% a 5,75%). No caso de 2020, a meta é de 4,00%, com margem de 1,5 ponto (de 2,5% a 5,5%). Já a meta de 2021 é de 3,75%, com margem de 1,5 ponto (de 2,25% a 5,25%).

Na semana passada, ao manter a Selic (a taxa básica de juros) em 6,50% ao ano, o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC atualizou suas projeções para a inflação nos próximos anos. No cenário de mercado, que utiliza o câmbio e os juros projetados no Focus como referência, a expectativa para o IPCA em 2018 é de 4,4%. Para 2019, a projeção é de 4,2% e, para 2020, de 3,7%.

No Focus de hoje, entre as instituições que mais se aproximam do resultado efetivo do IPCA no médio prazo, denominadas Top 5, a mediana das projeções para 2018 passou de 4,50% para 4,28%. Para 2019, a estimativa do Top 5 foi de 3,97% para 3,82%. Quatro semanas atrás, as expectativas eram de 4,46% e 4,22%, respectivamente.

No caso de 2020, a mediana do IPCA no Top 5 permaneceu em 4,00%, igual ao verificado há um mês. A projeção para 2021 no Top 5 seguiu em 3,88%, também igual ao visto há quatro semanas.

As projeções de hoje do Focus incorporam estimativas colhidas até a última quinta-feira, dia 1º de novembro - portanto, elas já são posteriores ao segundo turno da eleição Presidencial.

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