André Dusek/Estadão
André Dusek/Estadão

Mercado reduz previsão de crescimento do PIB para 2018 pela quarta vez consecutiva

Estimativa de crescimento da economia brasileira em 2018 passou de 1,40% para 1,36%; previsão de inflação medida pelo IPCA passou de 4,05% para 4,09%

Fabrício de Castro, O Estado de S.Paulo

17 Setembro 2018 | 08h45

A projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano caiu pela quarta vez consecutiva, de 1,40% para 1,36%, conforme o Relatório de Mercado Focus, divulgado nesta segunda-feira, 17, pelo Banco Central. Há quatro semanas, a estimativa era de crescimento de 1,49%. Para 2019, o mercado manteve a previsão de alta do PIB de 2,50%, igual ao visto quatro semanas atrás.

A previsão para a inflação também foi alterada, bem como a do câmbio para o fim do ano. O relatório apontou uma elevação na estimativa da inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2018, de 4,05% para 4,09%. Já a previsão para o dólar em dezembro de 2018 ficou em R$ 3,83, de R$ 3,80, no relatório divulgado na última semana. Para o fim de 2019, a projeção passou de R$ 3,70 para R$ 3,75.

Já as previsões para a taxa básica de juros da economia brasileira se mantiveram inalteradas até 2019. Segundo estimativas do mercado, a Selic deve se manter em 6,50% ao ano em 2018 e em 8% ao ano em 2019.

Economistas elevam previsão para inflação em 2018

Os economistas do mercado financeiro ampliaram a previsão para o IPCA - o índice oficial de preços - de 2018. O Relatório de Mercado Focus mostra que a mediana para o IPCA este ano passou de alta de 4,05% para elevação de 4,09%. Há um mês, estava em 4,15%.

A projeção para o índice em 2019 seguiu em 4,11% pela segunda semana consecutiva. Quatro semanas atrás, estava em 4,10%. O relatório Focus trouxe ainda a projeção para o IPCA em 2020, que seguiu em 4,00%. No caso de 2021, a expectativa foi de 3,87% para 3,92%. Há quatro semanas, essas projeções eram de 4,00% e 3,90%, nesta ordem.

A projeção dos economistas para a inflação em 2018 está dentro da meta deste ano, cujo centro é de 4,5%, com margem de tolerância de 1,5 ponto porcentual (índice de 3,0% a 6,0%). Para 2019, a meta é de 4,25%, com margem de 1,5 ponto (de 2,75% a 5,75%). No caso de 2020, a meta é de 4,00%, com margem de 1,5 ponto (de 2,5% a 5,5%). Já a meta de 2021 é de 3,75%, com margem de 1,5 ponto (de 2,25% a 5,25%).

Em 6 de setembro, o Instituto Brasileiro de Geografia de Estatística (IBGE) anunciou deflação de 0,09% em agosto. Com isso, a inflação no ano até agosto atingiu 2,83%. Em 12 meses, o IPCA subiu 3,64%.

No Focus, entre as instituições que mais se aproximam do resultado efetivo do IPCA no médio prazo, denominadas Top 5, a mediana das projeções para 2018 foi de 4,06% para 4,17%. Para 2019, a estimativa do Top 5 foi mantida em 4,10%. Quatro semanas atrás, as expectativas eram de 4,16% e 4,20%, respectivamente.

No caso de 2020, a mediana do IPCA no Top 5 permaneceu em 4,00%, igual ao verificado há um mês. A projeção para 2021 no Top 5 seguiu em 3,75%, também igual ao visto um mês atrás.

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