Mercado reduz previsão de inflação, mostra pesquisa do BC

As instituições financeiras ouvidas na mais recente rodada da pesquisa semanal do Banco Central (BC) reduziram suas projeções de IPCA em 12 meses à frente de 5,67% para 5,60%. Com a queda, a distância entre o porcentual projetado e a trajetória das metas em 12 meses foi encurtada de 0,42 para 0,35 ponto porcentual. Apesar de menor, a diferença ainda se encontra num patamar acima do existente na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) de fevereiro, quando os juros foram mantidos em 16,5% ao ano. Naquela ocasião, o diferencial em relação às metas estava em 0,28 ponto porcentual.A pesquisa do BC registrou ainda um recuo das previsões de IPCA para abril deste ano de 0,48% para 0,41%. A queda ocorreu na mesma semana em que foi divulgado um IPCA-15 de abril num nível menor que o esperado pela maioria dos participantes do mercado. Em contrapartida, as expectativas de IPCA para o corrente mês ficaram estáveis em 0,40%, configurando uma tendência de estabilização da inflação medida pelo IPCA. As projeções de IPCA para 2004 e 2005 também não se alteraram e prosseguiram em 6,17% e 5%, respectivamente. Os dois índices estimados pelo mercado continuaram, ao mesmo tempo, acima dos centros das metas deste e do próximo ano. Preços administrados As instituições financeiras ouvidas na pesquisa semanal do BC mantiveram estáveis em 7,20% as previsões de reajuste dos preços administrados neste ano. As expectativas de aumento dos preços administrados em 2005 também não se alteraram e prosseguiram em 6%. Taxa Selic As projeções de juros para o final de 2005 avançaram de 12,75% para 12,88% ao ano. Com a revisão, o espaço de queda dos juros no próximo ano foi reduzido, na visão dos bancos consultados, de 1,25 para 1,12 ponto porcentual. Para o ano em curso, a previsão do mercado é que as taxas ainda poderão recuar 2 pontos porcentuais e chegarem ao fim de dezembro em 14%. Em maio, as previsões continuaram centradas numa expectativa de redução de 0,25 ponto porcentual, que traria a taxa Selic de 16% para 15,75%. As projeções de taxa média de juros para este e o próximo ano subiram de 15,24% para 15,26% e de 13,26% para 13,34%, respectivamente. Câmbio As previsões de mercado para a taxa de câmbio no final do ano mantiveram-se em R$ 3,05. A manutenção das expectativas ocorreu na mesma semana em que aumentou a percepção do mercado de que os juros nos Estados Unidos poderão aumentar antes do esperado. As estimativas de câmbio médio para o ano em curso também não se alteraram e ficaram nos mesmos R$ 2,95 da pesquisa anterior. Para o fim de 2005, as projeções de câmbio não mudaram e ficaram em R$ 3,20, com as estimativas de taxa média permanecendo em R$ 3,12. As expectativas de câmbio para o fim do corrente mês também não se alteraram e permaneceram em R$ 2,92. Investimento estrangeiro diretoAs projeções de mercado de fluxo de investimento estrangeiro direto (IED) neste ano recuaram de US$ 13 bilhões para US$ 12,60 bilhões. Com o recuo, as previsões passaram a ficar abaixo da estimativa do próprio BC de US$ 13 bilhões. As projeções de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano, em contrapartida, ficaram estáveis em 3,50%.As previsões de fluxo de IED para 2005 também não se alteram e prosseguiram em US$ 15 bilhões pela décima segunda semana consecutiva. As projeções de crescimento do PIB no próximo ano, em contrapartida, recuaram de 3,55% para 3,50%.

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