Dida Sampaio/Estadão
Dida Sampaio/Estadão

Mercado reduz previsão de PIB e inflação para 2018

Segundo o Boletim Focus, do BC, expectativa de alta para o PIB este ano caiu de 2,80% para 2,76%; perspectiva para a Selic no fim do ano se mantém em 6,25%

Eduardo Rodrigues, O Estado de S.Paulo

16 Abril 2018 | 09h04

BRASÍLIA - O mercado financeiro reduziu novamente suas projeções para o Produto Interno Bruto (PIB) em 2018. A expectativa de alta para o PIB este ano caiu de 2,80% para 2,76% no Relatório de Mercado Focus divulgado nesta segunda-feira. Há quatro semanas, a estimativa era de crescimento de 2,83%. Para 2019, o mercado manteve a previsão de alta do PIB de 3%, mesmo patamar de quatro semanas atrás.

No Relatório Trimestral de Inflação (RTI) divulgado pelo BC no fim de março, a autoridade monetária manteve sua projeção de alta do PIB deste ano em 2,6%. Na semana passada, o Ministério da Fazenda manteve sua expectativa em 3,0%.

Sob influência dos dados mais recentes de preços, divulgados na semana passada, os economistas também reduziram pela 11ª semana consecutiva a previsão para a inflação de 2018. A mediana para o IPCA este ano caiu de 3,53% para 3,48%. Há um mês, estava em 3,63%. Já a projeção para o índice em 2019 caiu de 4,09% para 4,07%. Quatro semanas atrás, estava em 4,20%.

Com as quedas seguidas, a projeção dos economistas para a inflação em 2018 caminha em direção ao piso da meta deste ano, cujo centro está em 4,5%, com margem de tolerância de 1,5 ponto porcentual (índice de 3,0% a 6,0%). Para 2019, a meta é de 4,25%, com margem de 1,5 ponto (de 2,75% a 5,75%).

Na semana passada, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que o IPCA de março foi de 0,09%. No acumulado do primeiro trimestre, o índice atingiu 0,70%.

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Entre as instituições que mais se aproximam do resultado efetivo do IPCA no médio prazo, denominadas Top 5, a mediana das projeções para 2018 no Focus subiu de 3,41% para 3,56% ao ano. Para 2019, a estimativa do Top 5 saltou de 3,70% para 4,05%. Quatro semanas atrás, as expectativas eram de 3,67% e 4,00%, respectivamente.

Tanto na ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) quanto no Relatório Trimestral de Inflação (RTI), divulgados em março, o BC projetou o IPCA em 3,8% ao fim de 2018 e em 4,1% ao final de 2019, considerando o cenário de mercado.

A inflação suavizada para os próximos 12 meses passou de 4,0% para 4,02% de uma semana para outra - há um mês, estava em 3,97%.

Entre os índices mensais mais próximos, a estimativa para abril de 2018 seguiu 0,33%. Um mês antes, estava em 0,36%. No caso de maio, a projeção continuou em 0,32%, ante 0,31% de quatro semanas antes.

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Juros. Mesmo após o IBGE ter divulgado, na semana passada, uma inflação oficial de apenas 0,09% em março, os economistas do mercado financeiro mantiveram suas projeções para a Selic para o fim de 2018 e de 2019.

A mediana das previsões para a Selic este ano seguiu em 6,25% ao ano. Há um mês, estava em 6,50%. Já a projeção para a Selic em 2019 seguiu em 8% ao ano. Há um mês, estava no mesmo nível.

No Focus, a Selic média de 2018 permaneceu em 6,34% ao ano, ante 6,53% ao ano quatro semanas atrás. A taxa básica média de 2019 foi de 7,18% para 7,20%, ante 7,68% de um mês atrás.

Para o grupo dos analistas consultados que mais acertam as projeções (Top 5) de médio prazo, a projeção da taxa básica em 2018 continuou em 6,25% ao ano, ante os 6,50% de um mês antes. No caso de 2019, a projeção do Top 5 para a Selic foi de 8,00% para 7,50%, ante 8,00% de um mês atrás.

 

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