Mercado reduz previsão sobre PIB, mostra pesquisa do BC

As projeções de mercado para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2004 recuaram de 3,70% para 3,60% na nova rodada da pesquisa semanal do Banco Central (BC). A queda ocorreu na mesma semana em que foram divulgadas a ata da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) de fevereiro, considerada conservadora pela maioria do mercado, e os números do PIB de 2003 ? com queda de 0,2% sobre o de 2002. As projeções de investimento estrangeiro direto (IED) para o ano em curso foram reduzidas de US$ 12,50 bilhões para US$ 12,10 bilhões, voltando a ficar mais distante da projeção de US$ 13 bilhões feita pelo BC. As estimativas de IED para 2004 no entanto ficaram estáveis em US$ 15 bilhões. Juros: previsão sobe As instituições financeiras ouvidas em pesquisa semanal do Banco Central (BC) resolveram elevar as projeções de juros para o final de março de 16,25% para 16,30% ao ano. A variação ocorreu na mesma semana da divulgação da ata da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) considerada pela maioria do mercado como conservadora. Apesar da alta, a previsão de queda de 0,20 ponto porcentual dos juros no corrente mês ainda é mais otimista que visão generalizada no mercado de que os juros só deverão voltar a cair em abril. As estimativas de juros para o final do ano seguiram a mesma tendência de alta e avançaram de 13,75% para 13,82% ao ano, fazendo com que a expectativa de corte dos juros ao longo do ano caísse de 2,75 pontos para 2,68 pontos porcentuais. No início do ano, o ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu, chegou a declarar que os juros ainda teriam espaço para cair de 3 a 4 pontos porcentuais em 2004. As previsões de juros ao final de 2005, em contrapartida, ficaram estáveis nos mesmos 12,50% ao ano da pesquisa divulgada na semana passada. As projeções de juros médio para o ano em curso subiram, na mesma pesquisa, de 13,75% para 13,82% ao ano, e as previsões para 2005 aumentaram de 13,04% para 13,20% ao ano. Inflação: previsão sobe um pouco As projeções de IPCA das instituições financeiras ouvidas na pesquisa semanal do BC subiram de 6% para 6,01%. A elevação, apesar de pequena, deixou o porcentual projetado um pouco mais distante do centro da meta de 5,5%. As previsões de IPCA para 2005 ficaram estáveis pela trigésima quarta vez em 5%. O porcentual também é superior ao centro da meta de 4,5% já fixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) para o próximo ano. As estimativas de IPCA em 12 meses à frente, por sua vez, interromperam a sequência de quedas e ficaram estáveis em 5,64%, um porcentual ainda inferior aos 6,03% de há quatro semanas. Para fevereiro do corrente ano, as previsões de IPCA foram mantidas em 0,70% e as estimativas para março avançaram de 0,42% para 0,43%. As estimativas de reajuste dos preços administrados em 2004 e 2005 ficaram estáveis em 7% e 6%, respectivamente. Câmbio: previsões recuam As projeções de mercado para a taxa de câmbio no final de março recuaram de R$ 2,93 para R$ 2,92 na pesquisa semanal do Banco Central. As previsões de câmbio médio para 2004 recuaram, na mesma pesquisa, de R$ 3,00 para 2,98. As estimativas de câmbio para 2005, em contrapartida, ficaram estáveis em R$ 3,19. As projeções de câmbio para os finais deste e do próximo ano ficaram estáveis em R$ 3,10 e R$ 3,27, respectivamente. Relação dívida/PIB: previsões caem As projeções de mercado para a dívida líquida do setor público em 2004 caíram de 56,30% para 56,20% do Produto Interno Bruto (PIB) na pesquisa semanal do Banco Central (BC). O porcentual estimado é menor que a projeção de 57% a 57,50% feita na semana passada pelo chefe do Departamento Econômico (Depec) do Banco Central (BC), Altamir Lopes. As previsões de dívida líquida para 2005, por sua vez, subiram de 54,80% para 54,90% do PIB. As estimativas de superávit primário do setor público para este e o próximo ano ficaram estáveis em 4,25% do PIB para ambos os períodos.

Agencia Estado,

01 Março 2004 | 09h49

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