Dida Sampaio/Estadão
Dida Sampaio/Estadão

Mercado reduz previsões de PIB e inflação para 2018

Previsão de crescimento do PIB em 2018 passou de 1,44%, na semana passada, para 1,40%; projeção de inflação para o final do ano caiu de 4,16% para 4,05%

Fabrício de Castro, O Estado de S.Paulo

10 Setembro 2018 | 09h06

A expectativa de alta para o PIB deste ano foi reduzida pelos economistas do mercado financeiro, passando de 1,44% para 1,40%, de acordo com o Relatório de Mercado Focus, divulgado nesta segunda-feira, 10, pelo Banco Central. Para 2019, o mercado manteve a previsão de alta do PIB de 2,50%.

A previsão para a inflação também foi alterada. Após a divulgação do resultado do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que anunciou uma deflação de 0,09% no mês de agosto na última quinta-feira, 6, o relatório apontou uma redução na estimativa da inflação em 2018, de 4,16% para 4,05%.

As previsões para o dólar no fim de 2018 e para a taxa básica de juros da economia brasileira se mantiveram inalteradas. Segundo estimativas do mercado, a moeda americana deve terminar o ano cotada a R$ 3,80 e a Selic deve se manter em 6,50% ao ano.

Mercado vê inflação menor em 2018

Após os dados mais recentes sobre o comportamento dos preços, que apontaram deflação em agosto, os economistas do mercado financeiro alteraram a previsão para o IPCA de 2018. O relatório Focus mostra que a mediana para o índice de inflação, que baliza as decisões de política monetária, recuou de 4,16% para 4,05%. Há um mês, estava em 4,15%. A projeção para o índice em 2019 seguiu em 4,11%. Quatro semanas atrás, estava em 4,10%.

O relatório trouxe ainda a projeção para o IPCA em 2020, que seguiu em 4,00%. No caso de 2021, a expectativa foi de 3,92% para 3,87%. Há quatro semanas, essas projeções eram de 4,00% e 3,93%, nessa ordem.

A projeção dos economistas para a inflação em 2018 está dentro da meta do governo para este ano, cujo centro é de 4,5%, com margem de tolerância de 1,5 ponto porcentual (índice de 3,0% a 6,0%). Para 2019, a meta é de 4,25%, com margem de 1,5 ponto (de 2,75% a 5,75%). No caso de 2020, a meta é de 4,00%, com margem de 1,5 ponto (de 2,5% a 5,5%). Já a meta de 2021 é de 3,75%, com margem de 1,5 ponto (de 2,25% a 5,25%).

Na última quinta-feira, 6, o Instituto Brasileiro de Geografia de Estatística (IBGE) anunciou deflação de 0,09% em agosto. Com isso, a inflação no ano até agosto atingiu 2,83%. Em 12 meses, o IPCA subiu 3,64%.

No Focus, entre as instituições que mais se aproximam do resultado efetivo do IPCA no médio prazo, denominadas Top 5, a mediana das projeções para 2018 foi de 4,14% para 4,06%. Para 2019, a estimativa do Top 5 foi de 4,17% para 4,10%. Quatro semanas atrás, as expectativas eram de 4,16% e 4,20%, respectivamente.

No caso de 2020, a mediana do IPCA no Top 5 permaneceu em 4,00%, igual ao verificado há um mês. A projeção para 2021 no Top 5 seguiu em 3,75%, também igual ao visto um mês atrás.

Taxa de juros permanece inalterada

O relatório Focus apontou que a mediana das previsões para a Selic (taxa básica de juros) este ano seguiu em 6,50% ao ano, mesmo nível de um mês atrás . A projeção para a Selic em 2019 permaneceu em 8,00% ao ano, igual ao verificado há quatro semanas. Para 2020 e 2021, a projeção para a taxa básica seguiu em 8,00%, o mesmo nível projetado há um mês.

No início de agosto, o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC anunciou a manutenção, pela terceira vez consecutiva, da Selic em 6,50% ao ano.

Para o grupo dos analistas Top 5, a mediana da taxa básica em 2018 seguiu em 6,50% ao ano, igual ao verificado um mês antes. No caso de 2019, a projeção do Top 5 para a Selic foi de 7,75% para 7,63%, ante 7,63% de quatro semanas atrás.

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