Dida Sampaio / Estadão
Dida Sampaio / Estadão

Mercado reduz projeção de crescimento do PIB em 2019 e 2020

Relatório de Mercado Focus divulgado pelo Banco Central aponta que economistas reduziram estimativa de crescimento da economia de 1,97% para 1,95% em 2019 e de 2,70% para 2,58% em 2020

Lorenna Rodrigues, O Estado de S.Paulo

15 de abril de 2019 | 09h27

A expectativa de alta para o Produto Interno Bruto (PIB) em 2019 recuou de 1,97% para 1,95%, conforme o Relatório de Mercado Focus, divulgado semanalmente pelo Banco Central. Há quatro semanas, a estimativa de crescimento era de 2,01%. Para 2020, o mercado financeiro alterou a previsão de expansão do produto de 2,70% para 2,58%. Quatro semanas atrás, estava em 2,80%.

A projeção do BC para o crescimento do PIB em 2019 é de 2,0%. Esse porcentual foi atualizado no Relatório Trimestral de Inflação (RTI) de março. No Focus desta segunda-feira, 15, a projeção para a produção industrial de 2019 caiu de 2,50% para 2,30%. Há um mês, estava em 2,57%. No caso de 2020, a estimativa de crescimento da produção industrial permaneceu em 3,00%, igual ao visto quatro semanas antes.

Na esteira dos dados mais recentes de inflação, divulgados na última semana pelo IBGE, os economistas do mercado financeiro também alteraram a previsão para o IPCA - o índice oficial de preços - em 2019, uma de alta de 3,90% para elevação de 4,06%. Há um mês, estava em 3,89%. A projeção para o índice em 2020 seguiu em 4,00%. Quatro semanas atrás, estava no mesmo nível.

O relatório Focus trouxe ainda a projeção para o IPCA em 2021, que seguiu em 3,75%. No caso de 2022, a expectativa também permaneceu em 3,75%. Há quatro semanas, essas projeções eram de 3,75% para ambos os casos.

A projeção dos economistas para a inflação está abaixo do centro da meta de 2019, de 4,25%, sendo que a margem de tolerância é de 1,5 ponto porcentual (índice de 2,75% a 5,75%). Para 2020, a meta é de 4%, com margem de 1,5 ponto (de 2,50% a 5,50%). No caso de 2021, a meta é de 3,75%, com margem de 1,5 ponto (de 2,25% a 5,25%).

As projeções para a taxa de juros da economia não foram alteradas. Segundo as estimativas do mercado, a Selic deve encerrar 2019 em 6,50% ao ano, 2020 em 7,50% ao ano e 2021 e 2022 em 8% ao ano.

O relatório também mostrou manutenção no cenário para o câmbio em 2019. A mediana das expectativas para o dólar no fim deste ano seguiu em R$ 3,70, igual ao visto um mês atrás. Para o próximo ano, a projeção para o câmbio no fim do período passou de R$ 3,75 para R$ 3,78, ante R$ 3,75 de quatro pesquisas atrás.

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