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Mercado reduz projeção de inflação e PIB, mas vê dólar mais valorizado em 2018

O IPCA, que baliza a meta de inflação perseguida pelo Banco Central, deve terminar o ano a 3,89%, abaixo do centro da meta de 4,5%; dólar é esperado a R$ 3,75 em 2018 e R$ 3,80 em 2019

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03 Dezembro 2018 | 13h22

Em meio ao debate sobre a futura trajetória da taxa básica de juros da economia, economistas apostam em inflação cada vez mais baixa, mas sem contrapartida de um forte avanço da economia nos próximos anos, segundo pesquisa semanal realizada pelo Banco Central com mais de 100 instituições.

O IPCA, que baliza a meta de inflação perseguida pelo Banco Central, deve terminar o ano a 3,89%, abaixo do centro da meta de 4,5% prevista para 2018, com intervalo de 1,5 ponto percentual. Há quatro semanas, a previsão para o indicador era de 4,4 por cento.

A projeção para o índice de inflação para 2019 caiu a 4,11%, ante 4,22% há quatro semanas e, para 2021, recuou a 3,78% dos 3,97% esperados há quatro semanas. As estimativas para 2020 permaneceram estáveis a 4%.

A perspectiva para a cotação do dólar subiu levemente na pesquisa desta semana em relação ao levantamento anterior, tanto para este quanto para o próximo ano: de R$ 3,70 para R$ 3,75 reais, em 2018; e R$ 3,80 ante R$ 3,78 para 2019.

Para a Selic, as projeções se mantiveram inalteradas em 6,50% para este ano, 7,75% para 2019 e 8% um ano depois.

Ao mesmo tempo, o Produto Interno Bruto deve crescer 1,32% neste ano, segundo os consultados, um recuo em relação aos 1,39% estimado na semana anterior.

A economia brasileira cresceu 0,8% no terceiro trimestre, com o avanço de serviços, consumo e investimento, com o melhor ritmo desde o início do ano passado, em uma reação às dificuldades do trimestre anterior causadas pela greve dos caminhoneiros.

 

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