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Mercado reduz projeção para a inflação em 2016

Relatório Focus mostra que o índice de inflação em 2016 caiu de 6,38% para 6,35%, dentro da margem perseguida pelo BC; mercado aposta em corte de 0,50 ponto porcentual na Selic na quarta-feira, 11

Fabrício de Castro, Broadcast

09 de janeiro de 2017 | 08h55

BRASÍLIA - À espera da divulgação do IPCA consolidado de 2016, na próxima quarta-feira, 11, os economistas do mercado financeiro alteraram suas projeções para a inflação. O Relatório de Mercado Focus, divulgado na manhã desta segunda-feira, 9, mostra que a mediana para o índice oficial de inflação em 2016 foi de 6,38% para 6,35%. Há um mês, estava em 6,52%. Já o índice para 2017 passou de 4,87% para 4,81%. Há quatro semanas, apontava 4,90%.

Na prática, os economistas projetam uma inflação para 2016 dentro da margem perseguida pelo Banco Central. O centro da meta de inflação é de 4,5%, mas a margem de tolerância é de 2 pontos porcentuais (IPCA até 6,5%). Para 2017, o centro da meta também é de 4,5%, com tolerância de 1,5 ponto porcentual (até 6,0%).

No Relatório Trimestral de Inflação (RTI), divulgado no fim de dezembro, o Banco Central atualizou suas projeções para a inflação e passou a estimar índice de 6,5% em 2016 - portanto, no teto da meta. Para 2017, o BC projeta inflação de 4,4% em seu cenário de referência.   

Os economistas também mantiveram a expectativa para a taxa básica de juros no fim de 2017. O Relatório Focus trouxe que a mediana das previsões para a Selic no final do próximo ano seguiu em 10,25% ao ano. Há um mês, estava em 10,50%. 

A reunião de janeiro do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central começa amanhã e termina na quarta-feira, 11. A expectativa majoritária do mercado é de que o colegiado corte a Selic, atualmente em 13,75% ao ano, em 0,50 ponto porcentual. De 71 casas ouvidas pelo Projeções Broadcast, 66 apostam em uma redução desta magnitude. Outras quatro preveem redução de 0,75 ponto porcentual e uma estima corte de 0,25 ponto porcentual.    

Caso não cumpra a meta em 2016, o presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, precisará encaminhar uma carta aberta ao ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, detalhando as causas do descumprimento, as providências para assegurar o retorno da inflação aos limites estabelecidos e o prazo no qual se espera que as providências produzam efeito. No ano passado, o então presidente do BC, Alexandre Tombini, precisou encaminhar a carta ao ministro Nelson Barbosa.     

PIB. O documento mostra que a mediana para o PIB em 2016 seguiu em retração de 3,49%. Há um mês, a perspectiva era de recuo de 3,48%. Para 2017, o mercado seguiu prevendo um crescimento de 0,50%. Há um mês, a expectativa era de 0,70%. 

No último Relatório Trimestral de Inflação (RTI), divulgado no fim de dezembro, o Banco Central projetou recuo de 3,3% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2016 e avanço de 0,8% para 2017. Já o Ministério da Fazenda trabalha com estimativa de crescimento de 1,0% para este ano. 

No relatório Focus de hoje, as projeções para a produção industrial indicaram um cenário difícil. A queda prevista para 2016 passou de 6,58% para retração de 6,65%. Para 2017, porém, a projeção de alta da produção industrial foi de 0,88% para 1,00%. Há um mês, as expectativas para a produção industrial estavam em recuo de 6,68% para 2016 e alta de 0,75% para 2017.

Câmbio. Segundo o boletim Focus desta segunda-feira, 9, a cotação da moeda americana estará em R$ 3,45 no encerramento de 2017, ante R$ 3,48 de uma semana antes. Há um mês, estava nos mesmos R$ 3,45. O câmbio médio de 2017 foi de R$ 3,40 para R$ 3,39, ante R$ 3,41 de um mês antes.

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