Mercado reduz projeção para contas externas pela 17ª semana

Redução nas estimativas para o saldo comercial do País prejudica expectativa para conta corrente do País

Agência Estado e Reuters,

24 de março de 2008 | 08h42

O relatório Focus de mercado, divulgado nesta segunda-feira, 24, pelo Banco Central, trouxe a 17ª piora consecutiva das projeções para os indicadores das contas externas do País. De acordo com o levantamento, a previsão de déficit em conta corrente em 2008 subiu de US$ 9 bilhões para US$ 9,75 bilhões. Há um mês, a expectativa era de saldo negativo de US$ 7,85 bilhões. Veja também: Saldo comercial pode cair à metade A tendência também foi registrada no cenário para 2009. Para o próximo ano, analistas elevaram a expectativa de déficit de US$ 12,08 bilhões para US$ 13 bilhões. Quatro semanas antes, a mediana apontava para déficit de US$ 12 bilhões. Parte dessa piora pode ser atribuída às estimativas para o saldo da balança comercial, que também vêm caindo nas últimas semanas. Para 2008, analistas reduziram a projeção de superávit comercial de US$ 29 bilhões para US$ 28,77 bilhões. Quatro semanas antes, estava em US$ 30 bilhões. Para 2009, foi mantida projeção de saldo de US$ 23 bilhões. Com relação ao ingresso de Investimento Estrangeiro Direto (IED), o mercado elevou a expectativa e a mediana subiu de US$ 29 bilhões para US$ 30 bilhões em 2008. Um mês antes, o número estava em US$ 29 bilhões. Para 2009, foi mantido cenário que aponta para US$ 25 bilhões em ingressos de IED, valor repetido há 19 semanas.  Inflação No cenário de preços, o mercado manteve sua previsão para a inflação brasileira em 2008 e 2009. O prognóstico para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2008 foi mantido em 4,44% para 2008 e em 4,30% para o final de 2009. A estimativa do mercado para a taxa básica de juros, a Selic, no final deste ano ficou estável em 11,25%. Para o final de 2009, também foi mantida a previsão de 10,50%.  O relatório deixou inalterada ainda a estimativa para o crescimento econômico neste ano, em 4,5%. A projeção para a expansão em 2009 também ficou estável em 4%.  O prognóstico para o dólar no final deste ano foi mantido em R$ 1,75 e para o fim de 2009 passou de R$ 1,85 para R$ 1,82.

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