André Dusek / Estadão
André Dusek / Estadão

Mercado reduz projeção para crescimento do PIB de 1,24% para 1,23% em 2019

Relatório Focus desta segunda aponta que a expectativa de alta da produção industrial de 2019 permanece em 1,47%

Eduardo Rodrigues, O Estado de S.Paulo

27 de maio de 2019 | 09h26

BRASÍLIA - A expectativa de alta para o Produto Interno Bruto (PIB) em 2019 passou de 1,24% para 1,23%, segundo o Relatório de Mercado Focus divulgado nesta segunda-feira, 27, pelo Banco Central. Há quatro semanas, a estimativa de crescimento era de 1,70%. Para 2020, o mercado financeiro manteve a previsão de alta do PIB em 2,50%; há quatro semanas, estava neste mesmo patamar.

A projeção do BC para o crescimento do PIB em 2019 é de 2,0%. Este porcentual foi atualizado no Relatório Trimestral de Inflação (RTI) de março.

No Focus desta segunda, a projeção para a alta da produção industrial de 2019 permaneceu em 1,47%. Há um mês, estava em 2,00%. No caso de 2020, a estimativa de crescimento do setor permaneceu em 3,00%, igual ao visto quatro semanas antes.

A pesquisa Focus mostrou ainda que a projeção para o indicador que mede a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB para 2019 passou de 56,10% para 56,20%. Há um mês, estava em 56,30%. Para 2020, a expectativa foi de 58,30% para 58,40%, ante 58,50% de um mês atrás.

Selic

Os economistas do mercado financeiro mantiveram suas projeções para a Selic (a taxa básica de juros) no fim de 2019 e 2020. O Focus apontou que a mediana das previsões para a Selic este ano seguiu em 6,50% ao ano. Há um mês, estava no mesmo patamar. Já a projeção de 2020 seguiu em 7,25% ao ano, ante 7,50% de quatro semanas atrás.

No caso de 2021, a projeção seguiu em 8,00%, igual ao verificado um mês antes. A projeção para a Selic no fim de 2022 permaneceu em 7,50%, ante 8,00% de um mês antes. 

No dia 8, o Comitê de Política Monetária (Copom) anunciou a manutenção, pela nona vez consecutiva, da Selic em 6,50% ao ano. Ao mesmo tempo, o BC indicou que o risco de uma inflação menor em razão do fraco desempenho econômico se elevou desde a reunião anterior, em março. A instituição reiterou, porém, que manterá a "cautela, serenidade e perseverança" em suas próximas decisões, "inclusive diante de cenários voláteis".

No grupo dos analistas consultados que mais acertam as projeções (Top 5) de médio prazo, a mediana da taxa básica em 2019 seguiu em 6,50% ao ano, igual a um mês antes. No caso de 2020, permaneceu em 7,00%, ante 7,25% de quatro semanas atrás.

A projeção para o fim de 2021 no Top 5 permaneceu em 8,00%. Há um mês, estava no mesmo patamar. Para 2022, a projeção do Top 5 seguiu em 7,75%, ante 7,50% de um mês antes.

IPCA

Os economistas mantiveram previsão para o IPCA (o índice oficial de preços) em 2019. O relatório mostra que a mediana para o IPCA este ano permaneceu em alta de 4,07%. Há um mês, estava em 4,01%. A projeção para o índice em 2020 seguiu em 4,00%. Quatro semanas atrás, estava no mesmo nível.

O relatório Focus trouxe ainda a projeção para o IPCA em 2021, que seguiu em 3,75%. No caso de 2022, a expectativa também permaneceu em 3,75%. Há quatro semanas, essas projeções eram de 3,75% para ambos os casos.

A projeção dos economistas para a inflação está abaixo do centro da meta de 2019, de 4,25%, sendo que a margem de tolerância é de 1,5 ponto porcentual (índice de 2,75% a 5,75%). Para 2020, a meta é de 4%, com margem de 1,5 ponto (de 2,50% a 5,50%). No caso de 2021, a meta é de 3,75%, com margem de 1,5 ponto (de 2,25% a 5,25%).

As projeções mais recentes do BC, considerando o cenário de mercado, apontam para inflação de 4,1% em 2019 e 3,8% em 2020. Elas constaram no comunicado e na ata da última reunião do Copom, neste mês. Já o IBGE informou, no dia 10 de maio, que o IPCA de abril subiu 0,57%. Em 12 meses, a taxa acumulada é de 4,94%.

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