Mercado reduz projeção para inflação em 2009 e 2010

Redução da expectativa do IPCA de 4,29% para 4,27% neste ano mantém índice dentro da meta

EQUIPE AE, Agencia Estado

03 de novembro de 2009 | 08h56

O mercado financeiro reduziu a expectativa para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2009 e em 2010, segundo a pesquisa semanal Focus, divulgada nesta segunda-feira, 3, pelo Banco Central (BC). Para o índice oficial de inflação no final de 2009, o mercado reduziu a previsão de 4,29% para 4,27%. Assim, a previsão dos analistas ficou dentro da meta de inflação para este ano, que é de 4,50%. Na mesma pesquisa, a estimativa para o IPCA em 2010 caiu de 4,50% para 4,45%, ficando abaixo do centro da meta, que também é de 4,50% no ano que vem.

A estimativa para a inflação de outubro também caiu. Para este mês, a previsão para o IPCA cedeu de 0,31% para 0,30%. O dado do IPCA de outubro deve ser divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) no dia 11 de novembro. Para novembro, a estimativa de IPCA subiu de 0,34% para 0,35%.

PIB e juros

A estimativa para o desempenho da economia brasileira em 2009 não apresentou alteração na pesquisa semanal Focus. No levantamento realizado junto a instituições financeiras, a previsão para o Produto Interno Bruto (PIB) neste ano foi mantida em um crescimento de 0,18%. Para 2010, a previsão para o PIB foi mantida em um crescimento de 4,80%. No mesmo levantamento, a estimativa para a produção industrial em 2009 acentuou o movimento de queda, de -7,56% para -7,57%. Para 2010, a projeção para o desempenho da indústria foi mantida em um crescimento de 6,50%.

A pesquisa Focus manteve a previsão de que a taxa básica de juros (Selic) deve terminar 2009 nos atuais 8,75% ao ano. Para o final de 2010, foi mantida a projeção de que a taxa Selic suba para 10,50% ao ano.

Câmbio e contas externas

Analistas mantiveram a previsão para o patamar do dólar no fim do ano. O nível da moeda norte-americana no fim de 2009 ficou em R$ 1,70. Para o fim de 2010, foi mantida a expectativa de que a cotação da moeda norte-americana fique em R$ 1,75. A previsão de câmbio médio no decorrer de 2009 manteve-se em R$ 1,99.

O mercado financeiro também alterou as previsões para o déficit nas contas externas em 2009. A previsão para o déficit em conta corrente neste ano subiu de US$ 16,8 bilhões para US$ 16,9 bilhões. Para 2010, a previsão de déficit em conta corrente do balanço de pagamentos subiu de US$ 31 bilhões para US$ 32 bilhões.

A previsão de superávit comercial em 2009 subiu de US$ 25,85 bilhões para US$ 26 bilhões. Para 2010, a estimativa para o saldo da balança comercial subiu de US$ 16 bilhões para US$ 16,25 bilhões.

Analistas mantiveram a estimativa de ingresso de Investimento Estrangeiro Direto (IED) em 2009 em US$ 25 bilhões. Para 2010, a estimativa para o IED foi mantida em US$ 33 bilhões.

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