André Dusek/Estadão
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Mercado reduz projeção para os juros em 2020

Estimativa é que Selic chegue a 4,25% ao ano; para 2019, economistas mantiveram a expectativa de taxa de 4,50%

Fabrício de Castro, O Estado de S.Paulo

18 de novembro de 2019 | 09h16

BRASÍLIA - Os economistas do mercado financeiro mantiveram suas projeções para a taxa básica de juros, a Selic, no fim de 2019, mas alteraram a expectativa para 2020. Segundo o Relatório de Mercado Focus divulgado nesta segunda-feira, 18, a mediana das previsões para a Selic este ano seguiu em 4,50% e, para 2020, passou de 4,50% para 4,25% ao ano - quatro semanas atrás a estimativa estava em 4,75%.

 

Em outubro, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central cortou a Selic em 0,50 ponto porcentual, de 5,50% para 5,00% ao ano. Foi o terceiro corte consecutivo da taxa básica. No comunicado sobre a decisão, o BC avaliou que "a consolidação do cenário benigno para a inflação prospectiva deverá permitir um ajuste adicional, de igual magnitude". O próximo encontro do Copom ocorre em dezembro e será o último do ano. Para o início de 2020, porém, a sinalização é de que o corte pode ser menor ou nem mesmo ocorrer.

A projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), o índice oficial de preços, de 2019 teve leve alteração, passando de alta de 3,31% para 3,33%. A estimativa para o índice em 2020 permaneceu em 3,60%.

Os números estão abaixo do centro da meta de 2019, de 4,25%, com margem de tolerância de 1,5 ponto porcentual (índice de 2,75% a 5,75%). Para 2020, a meta é de 4%, com margem de 1,5 ponto (de 2,50% a 5,50%).

No início deste mês, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que o IPCA subiu 0,10% em outubro. No ano, a taxa acumulada é de 2,60% e, em 12 meses até outubro, de 2,54%.

No mês passado, o Copom atualizou suas projeções mais recentes para a inflação. Considerando o cenário de mercado, a projeção para o IPCA em 2019 está em 3,4% e, para 2020, em 3,6%.

 

PIB

A expectativa de crescimento da economia este ano seguiu em 0,92%. Para 2020, o mercado financeiro alterou a previsão de alta do Produto Interno Bruto (PIB) de 2,08% para 2,17%.

Na quinta-feira passada, o BC informou que seu Índice de Atividade (IBC-Br), considerado uma prévia do PIB, teve expansão de 0,44% em setembro ante agosto, na série com ajustes sazonais. No até setembro, o indicador acumulou alta de 0,80%, na série sem ajustes.  

Em setembro, o BC atualizou, por meio do Relatório Trimestral de Inflação (RTI), sua projeção para o PIB em 2019, de aumento de 0,8% para elevação de 0,9%.

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