André Dusek/Estadão
André Dusek/Estadão

Mercado reduz projeção para taxa básica de juros para 4,75% no fim de 2019

Depois de dois cortes seguidos, a Selic está em seu menor patamar, em 5,50% ao ano

Fabrício de Castro, O Estado de S.Paulo

30 de setembro de 2019 | 09h15

BRASÍLIA - Os economistas do mercado financeiro alteraram suas projeções para a Selic, a taxa básica da economia, no fim de 2019 e passaram a prever juros ainda menores. O Relatório de Mercado Focus, divulgado pelo Banco Central nesta segunda-feira, 30, mostra que a mediana das previsões para a Selic este ano passou de 5,00% para 4,75% ao ano. A projeção para a Selic no fim de 2020 permaneceu em 5,00% ao ano.

 

Há duas semanas, o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC cortou a Selic em 0,50 ponto porcentual, de 6,00% para 5,50% ao ano. Foi o segundo corte consecutivo da taxa básica, que está em seu menor patamar. No comunicado sobre a decisão, o BC avaliou que o cenário externo, apesar de incerto, está favorável para países emergentes.

Além disso, reconheceu avanços nas reformas econômicas e divulgou projeções comportadas de inflação para 2019 e 2020. Nesse contexto, a instituição também indicou que pode promover novos cortes na Selic.

No caso de 2021, as estimativas dos analistas do mercado passaram de 6,75% para 6,50%. A projeção para a Selic no fim de 2022 permaneceu em 7,00%.

 

Inflação em baixa

A previsão para o IPCA, o índice oficial de preços, em 2019 e 2020 teve leve alteração. A mediana para o índice neste ano passou de alta de 3,44% para 3,43% e, para o ano que vem, foi de 3,80% para 3,79%.

A projeção dos economistas para a inflação está abaixo do centro da meta de 2019, de 4,25%, com margem de tolerância é de 1,5 ponto porcentual (índice de 2,75% a 5,75%). Para 2020, a meta é de 4%, com margem de 1,5 ponto (de 2,50% a 5,50%).

Na última reunião, o Copom atualizou suas projeções para a inflação: considerando o cenário de mercado, a estimativa para o IPCA em 2019 está em 3,3% e em 3,6% em 2020..

O IPCA de agosto teve avanço de 0,11%, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No ano, a taxa acumulada é de 2,54% e, em 12 meses até agosto, de 3,43%.

 

Estimativa para o PIB é mantida

A expectativa de crescimento da economia em 2019 seguiu em 0,87% e em 2020, em 2,00%, conforme o Relatório de Mercado Focus.

No fim de agosto, o IBGE informou que o PIB do segundo trimestre deste ano subiu 0,4% em relação ao primeiro trimestre.

Na semana passada, o BC atualizou, por meio do Relatório Trimestral de Inflação (RTI), sua projeção para o PIB em 2019, de alta de 0,8% para elevação de 0,9%.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.