Mercado registra poucos negócios

O cenário externo continua apontando fatores desfavoráveis. As bolsas norte-americanas apresentaram desempenho negativo durante a manhã, em função do anúncio de uma possível redução do resultados de empresas dos EUA no terceiro trimestre. O preço petróleo também voltou a subir. O barril do produto bruto do tipo Brent para entrega em novembro está em alta de 0,24% em Londres, a US$ 29,50 por barril. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) encerrou a primeira parte do pregão com baixo volume de negócios - R$ 182 milhões. Há pouco, operava em alta de 0,51%. O dólar está cotado a R$ 1,8430 na ponta de venda dos negócios - baixa de 0,05%. Os contratos de juros de DI a termo - que indicam a taxa prefixada para títulos com período de um ano - pagam juros de 16,940% ao ano, frente a 16,950% ao ano registrados ontem. O cenário conjuntural interno continua favorável. Depois da ata do Comitê de Política Monetária (Copom) indicando uma pressão menor sobre a inflação e do superávit fiscal recorde divulgados ontem, o relatório de inflação do Banco Central (BC) que saiu hoje reafirmou as expectativas positivas para a economia. O relatório eleva a projeção do Índice de Preços ao Consumidor (IPCA) de 2000 para 6,7%, mas isto considerando um possível aumento de 5% nos combustíveis ainda neste ano.Para 2001, contudo, o relatório trouxe uma boa notícia, baixando a projeção do IPCA para 3,7%. Sinal de que, passada a atual tormenta do petróleo, o Banco Central poderá retomar o processo de queda dos juros, acelerando o crescimento da economia que, mesmo com os riscos atuais, deve atingir 4% neste ano. Para a próxima reunião do Copom, em 17 e 18 de outubro, a expectativa é de manutenção da Selic em 16,5% ao ano.

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