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Mercado: Rotas (re)calculadas

Consolidar a operação digital é o principal caminho trilhado pelas empresas ao atravessar a crise da pandemia

Eduardo Geraque, Media Lab Estadão
Conteúdo de responsabilidade do anunciante

28 de abril de 2020 | 05h12

Ninguém estava preparado para a crise global provocada pela pandemia do coronavírus que ativa a covid-19, uma infecção respiratória supercontagiosa. No entanto, setores da economia bastante integrados ao mundo digital, como o de seguros, com empresas lastreadas por planos de contingência organizados, têm realizado uma travessia menos turbulenta. Ouvimos os grupos MAG, Mapfre, Porto Seguro, Prudential e SulAmérica para saber como, em questão de dias, eles se adaptaram à nova conjuntura. Segundo as companhias, os negócios continuam rodando, sem prejuízo para os consumidores.


MAG

“Todo mundo teve que procurar o melhor ajuste e de forma rápida”, diz Luis Felipe Maciel, diretor corporate da MAG Seguros. O executivo pegou covid-19 e em março passou quatro dias internado em um hospital do Rio de Janeiro. Voltou ao trabalho no início de abril. Em pouco mais de uma semana, a seguradora inteira já funcionava em home office. Segundo Maciel, investimentos feitos em tecnologia nos últimos anos estão atrelados à agilidade obtida na manutenção das operações.

Os corretores individuais respondem por pelo menos 70% dos negócios da MAG. Por motivos óbvios, eles passaram a atuar o tempo todo sem os habituais encontros presenciais com os clientes. “Claro que tivemos perdas [em vendas], mas conseguimos segurar muito a queda e os corretores, que trabalham em casa, também. Eles conseguem fazer tudo de forma remota.” A estimativa é que as vendas no mês de abril sofram uma queda de até 20%.

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A sociedade está passando por uma situação atípica e muito difícil. Assim como todas as empresas, temos nossos planos de continuidade, mas não tinha ninguém exatamente preparado para o que estamos vivendo
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Luis Felipe Maciel, diretor corporate da MAG Seguros

PORTO SEGURO

O envolvimento dos negócios nos braços tecnológicos também ajuda a Porto Seguro a se posicionar na nova realidade. Para o presidente da companhia, investir em ferramentas tecnológicas há anos trouxe uma contribuição importante para este momento. Dentre as plataformas que facilitam a vida dos corretores, a Porto Educ é voltada ao treinamento. Para os clientes, há canais de aproximação e serviços. No App Auto, para quem tem seguro de carro, uma das soluções é o aviso de sinistro com possibilidade de vistoria digital. “Nossa missão é estar ao lado dos consumidores, trabalhando para cuidar e continuar a merecer sua confiança.” A Porto Seguro informa que aderiu ao movimento de preservação dos empregos durante a crise e que está facilitando o pagamento de seus produtos.

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A Porto Seguro já investe em ferramentas tecnológicas há alguns anos e essa inovação nos permitiu um diferencial importante neste momento
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Roberto Santos, presidente da Porto Seguro

SULAMÉRICA

A SulAmérica atribui seu desempenho atual a um aprendizado rápido. “Apesar de já termos um programa de home office implementado há cinco anos, os colaboradores atuavam de casa uma ou duas vezes por semana em rodízio com a equipe, ou seja, sempre tinha alguém in loco”, diz Gabriel Portella, presidente do grupo. “Durante a pandemia, tivemos de aprender a trabalhar com todos a distância, porque praticamente 100% da companhia está em regime de home office. E o resultado está sendo excelente, as pessoas se adaptaram e não tivemos perda de produtividade e de interação”, afirma o executivo. A empresa preparou um hotsite para ajudar na continuidade do trabalho dos corretores.

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Praticamente 100% da companhia está em home office. O resultado está sendo excelente e não tivemos perda de produtividade e de interação
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Gabriel Portella, presidente do Grupo SulAmérica

MAPFRE

O CEO da Mapfre Seguros, Luis Gutiérrez Mateo, acredita que a normalidade voltará, mas, antes disso, haverá ainda um período de instabilidade. A empresa tem dado continuidade a seus negócios, segue preocupada com a saúde de todos e, assim como a Porto Seguro, informa que aderiu ao movimento de preservação dos empregos durante a crise. E que está facilitando o pagamento de seus produtos. 

PRUDENTIAL

A Prudential diz, em comunicado institucional, que em menos de uma semana colocou a empresa inteira em trabalho remoto e segue operando normalmente. No mesmo texto, a companhia informa que pagará integralmente indenizações de morte decorrentes de diagnóstico de covid-19 para todas as apólices de seguro de vida individual e em grupo contratadas até 25/3/2020, “mesmo com a cláusula de exclusão de risco para pandemias e epidemias presente nas condições gerais das apólices de nossos seguros de vida”.


Risco coberto

Um grupo de quase 30 companhias do setor já garantiu a cobertura para casos de coronavírus no seguro de vida, uma vez que pandemia é um risco excluído das apólices. O movimento ocorre após um raio X nas carteiras para identificar futuras indenizações e não deve resultar em um impacto elevado em termos de sinistros. (Estadão Conteúdo)

O comportamento do consumidor

No dia a dia da crise, o comportamento do consumidor ainda está sendo analisado pelos principais grupos do setor de seguros que atuam no País. Em um primeiro momento, houve um recolhimento natural, o que dificulta a venda de produtos. Mas em alguns segmentos existe mais um processo em andamento. “As pessoas não estão querendo e nem podendo receber ninguém. Profissionais liberais ou pequenos empresários estão com suas rendas comprometidas”, diz Luis Felipe Maciel, diretor corporate da MAG. “Infelizmente, entretanto, o assunto foi ficando mais grave e o tema da morte aparecendo mais no noticiário, por causa da preocupação com a seguridade de uma forma geral. Apesar de ser sempre difícil vender seguro, os clientes ficaram mais propensos a ouvir durante as visitas remotas. É difícil de chegar, mas, uma vez que a gente consegue, o assunto não é mais  tão árido”.

É por aí

Para Aura Rebelo, vice-presidente de Marketing & Digital da Prudential do Brasil, ainda é cedo para projeções sobre novos comportamentos. “No entanto, podemos adiantar que o pós-crise na saúde trará ainda mais consciência e reflexão das pessoas sobre vulnerabilidade e finitude da vida”, diz Aura. “A necessidade de proteção e de cuidados consigo e com quem amamos será ainda mais estimulada e a abertura para conversar sobre seguros, ampliada.”

 

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