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Mercado se acalma, e dólar volta a ficar abaixo de R$ 1,90

No mês, porém, o dólar ainda acumula alta de 0,16%

SILVIO CASCIONE, REUTERS

08 de agosto de 2007 | 16h52

O mercado de câmbio aproveitou o sinal positivo no cenário externo e fez o dólar cair mais de 1% nesta quarta-feira, abandonando o patamar de R$ 1,90 após três sessões. A moeda norte-americana recuou 1,10% e fechou cotada a R$ 1,8860. No mês, porém, o dólar ainda acumula alta de 0,16%.Os mercados globais viviam um dia de tranquilidade após o comunicado do Federal Reserve sobre a política monetária dos Estados Unidos. O banco central norte-americano, que manteve o juro a 5,25% ao ano, disse que a maior economia do mundo deve crescer moderadamente mesmo que as condições de crédito tenham ficado um pouco mais apertadas.Os problemas no setor hipotecário e de crédito dos Estados Unidos dispararam nas últimas semanas uma forte turbulência nos mercados financeiros, que tirou o dólar do menor patamar desde 2000 em que vinha sendo cotado. Nesta sessão, porém, as bolsas de valores exibiam altas consistentes desde o início dos pregões."O mercado está acomodado, acompanhando a tranquilidade que deu a carta do Fed. Ontem mesmo já deu essa acalmada, e hoje está confirmando isso", disse Renato Schoemberger, operador de câmbio da Alpes Corretora. Estrangeiros  O ambiente mais favorável derrubava a percepção de risco dos países emergentes pelo segundo dia seguido. Durante a tarde, o risco Brasil, medido pelo JP Morgan, que calcula a desconfiança do investidor estrangeiro em relação à capacidade de pagamento da dívida do país, caía 18 pontos, para 176 pontos-básicos. O maior apetite dos investidores por ativos brasileiros engrossou o fluxo cambial positivo e contribuiu para a queda do dólar, disse Schoemberger."Ontem a bolsa já registrou um pouco de entrada de estrangeiros, coisa que não tinha acontecido nas últimas duas semanas, e que está agregando com o fluxo comercial". A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), que subiu 1,34% na terça-feira, chegou a avançar mais de 3% nesta sessão.O analista Pedro Tuesta, da consultoria 4Cast, disse também que a entrada de dólares no País foi engrossada pelo aumento das operações de "carry trade", nas quais o investidor toma empréstimos em países com juros muito baixos, como o Japão, e investe em ativos com retorno elevado, como a moeda brasileira. "Os fundamentos econômicos do País são sempre um bom ponto de partida", afirmou Tuesta.Schoemberger, porém, avalia que a volatilidade pode ter apenas diminuído temporariamente. "O que pode acontecer é que (apareça) aquela notícia pontual a respeito de alguma instituição financeira com problema de liquidez por conta do subprime (crédito de alto risco), e isso faça com que o mercado tome outro rumo", afirmou.No final da sessão, o Banco Central realizou um leilão de compra de dólares no mercado à vista, mas a operação surtiu pouco efeito sobre a taxa de câmbio. A autoridade monetária definiu corte a R$ 1,8869 e aceitou, segundo operadores, ao menos cinco propostas.

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