coluna

Dan Kawa: Separar o ruído do sinal é a única forma de investir corretamente daqui para a frente

Mercado se ajusta com novas metas de inflação

O mercado financeiro mostrou maior tranqüilidade ontem e deve dar continuidade ao ajuste das cotações na manhã de hoje, segundo expectativa de profissionais que atuam no mercado. O maior fator de ânimo é a elevação da meta inflacionária do ano que vem, para 4% e a definição da taxa de 2004, em 3,75%. O Conselho Monetário Nacional (CMN) aumentou também o intervalo de tolerância da meta para 2,5 pontos porcentuais. A medida trouxe alívio ao mercado, principalmente porque permite a retomada das apostas em corte da taxa referencial de juro, a Selic. Outra notícia que agrada muito ao mercado e tem influência positiva nos negócios é a flexibilização da contabilização dos títulos públicos na carteira dos bancos. Mas o otimismo tem limites que devem continuar criando volatilidade no médio prazo. Um deles é o mercado internacional. Os temores sobre os balanços das empresas norte-americanas continuam e isso alimenta cada vez mais a aversão a risco. Como dependente de capital externo, o Brasil tem sempre que colocar essas retrações internacionais nos preços de seus ativos e, pior, nas expectativas para o futuro do País. Além disso, ainda há o fator eleição que continua sendo uma variável de forte incerteza nas projeções dos investidores do mercado financeiro. Às 10h07, o dólar comercial estava sendo cotado a R$ 2,8500, com queda de 0,18% em relação aos últimos negócios de ontem. No mercado de juros, os contratos de DI futuro com vencimento em janeiro de 2003, negociados na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), pagam taxas de 22,450% ao ano, frente a 23,200% ao ano negociados ontem. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) operava em alta de 0,53%.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.