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Mercado segue pessimista e BC intervém

À medida em que a Argentina mergulha ainda mais profundamente na crise, os mercados temem por novas medidas que possam ser divulgadas após as eleições legislativas, a serem realizadas dentro de dez dias. O risco país argentino disparou, batendo novo recorde, de 1842 pontos (leia mais a respeito no link abaixo).O pessimismo impediu que a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) acompanhasse as altas dos últimos dias nos mercados da Europa e nos Estados Unidos, e pressionou juros e dólar. O Banco Central (BC) voltou a intervir para conter o câmbio, realizando dois leilões de títulos cambiais. Veja abaixo os números do fechamento.A queda na arrecadação fiscal argentina deve prosseguir nos próximos meses, segundo analistas, e o governo certamente precisará fazer novos ajustes no orçamento. A União está deixando de fazer repasses acordados com as províncias, as quais também enfrentam sérias dificuldades. Fala-se em insolvência iminente da província do Chaco, e Buenos Aires, que concentra cerca de dois terços do orçamento das províncias, pode ficar insolvente nos próximos meses. Hoje os governadores entraram na Justiça para exigir as verbas referentes ao pacto fiscal. Além disso, o governo tem adiado nos últimos meses uma série de obrigações financeiras, adiando-as para o ano que vem. Se não houver uma recuperação econômica, renegociação da dívida externa, novo acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI), ou forte ajuste fiscal, as preocupações do mercado podem se confirmar. De qualquer maneira, ainda serão necessários novos cortes para cumprir o programa de eliminação imediata do déficit público, apesar das medidas draconianas anunciadas ao longo do governo De la Rúa e das fortes resistências populares e do meio político.Nada deve ser feito até 15 de outubro, e os investidores temem que nesse dia venha um pacotaço, com alguma combinação de novos cortes de gastos, calote da dívida, desvalorização, dolarização e substituição da equipe econômica, com efeitos dramáticos.Fechamento dos mercadosO dólar comercial para venda fechou em R$ 2,7370, com alta de 0,55%. Os contratos de juros de DI a termo - que indicam a taxa prefixada para títulos com período de um ano - fecharam o dia pagando juros de 24,800% ao ano, frente a 24,350% ao ano ontem. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou em queda de 1,68%.O índice Merval da Bolsa de Valores de Buenos Aires fechou em queda de 3,64%. Nos Estados Unidos, o Dow Jones - Índice que mede a variação das ações mais negociadas na Bolsa de Nova York - fechou em queda de 0,69%, e a Nasdaq - bolsa que negocia ações de empresas de alta tecnologia e informática em Nova York - fechou em alta de 1,05%. Não deixe de ver no link abaixo as dicas de investimento, com as recomendações das principais instituições financeiras, incluindo indicações de carteira para as suas aplicações, de acordo com o perfil do investidor e prazo da aplicação. Confira ainda a tabela resumo financeiro com os principais dados do mercado.

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