Mercado segue tendência de NY

A instabilidade do mercado internacional influenciou os negócios no mercado financeiro durante a manhã. O preço do petróleo continua subindo e há pouco o barril do produto bruto para entrega em novembro registrava alta de 3,38 % em Londres, cotado a US$ 30,85. O mercado financeiro brasileiro assimilou essa instabilidade. No início do dia, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) abriu em alta e atingiu valorização de 1,02 %, mas chegou a registrar queda de 0,52 % pouco depois de uma hora de pregão. No início da tarde, a Bolsa operava em baixa de 1,14 %. A reversão acompanhou o recuo do desempenho positivo da Nasdaq - bolsa norte-americana que negocia papéis do setor de tecnologia e Internet -, que abriu em alta mas terminou a primeira parte do pregão em baixa de 0,08%. Há pouco, a bolsa norte-americana registrava queda de 2,05 % . O dólar também acompanha as oscilações do mercado internacional. A moeda norte-americana está cotada a R$ 1,8490 na ponta de venda dos negócios. Uma alta de 0,22 % em relação aos últimos negócios de sexta-feira. No mercado de juros, a tendência é de alta. Os contratos de juros de DI a termo - que indicam a taxa prefixada para títulos com período de um ano - pagam juros de 17,030 % ao ano, frente a 16,940 % ao ano ontem registrados na sexta-feira. Mercado espera recuo da inflaçãoHoje pela manhã, o Banco Central divulgou uma pesquisa com as perspectivas dos operadores do mercado sobre a inflação. De acordo com o estudo, as expectativas tomam por base o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) e revelam um otimismo maior em relação às previsões contidas no Relatório de Inflação divulgado pelo Banco Central (BC) na última sexta-feira (veja mais informações no link abaixo). A pesquisa mostra que, na média, as instituições financeiras e consultores de mercado achavam mais provável que o IPCA feche este ano em 6,20%. O Relatório de Inflação, no entanto, trouxe uma projeção em que o mesmo índice calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) chegará ao final de 2000 em 6,7% se os juros forem mantidos em 16,5% ao ano e os derivados de petróleo sofrerem um reajuste no último trimestre do ano de 5%. Para o próximo ano, o Relatório de Inflação revelou que o BC trabalha com a possibilidade de o IPCA ficar em 3,7% no ano que vem. A pesquisa feita com os bancos e consultores de mercado indicou que a expectativa de inflação era de 4,30%. O número é um pouco menor que os 4,40% do levantamento anterior, mas ainda é 0,6 ponto porcentual maior que a previsão contida no documento divulgado pelo BC na última sexta-feira.

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