Mercado: situação da Argentina preocupa

O cenário externo ainda é o foco das atenções dos investidores. O plano econômico argentino divulgado ontem não agradou os investidores e o mercado financeiro reagiu muito mal. De acordo com o anúncio, entre várias medidas para redução da carga tributária, o governo vai diminuir em cinco pontos a alíquota do imposto cobrado sobre os juros, vai eliminar o imposto sobre ações de empresas argentinas e vai reduzir em 30% os encargos trabalhistas das empresas que contratarem novos empregados.Ou seja, o governo argentino vai abrir mão de boa parte dos impostos que recolhe. O objetivo é estimular o crescimento das empresas e favorecer o aquecimento da economia, já que o volume de tributos diminui. Porém, no curto e médio prazos haverá uma queda na arrecadação, o que deve aumentar ainda mais o déficit do país, que já está alto de acordo com os números estabelecidos com o Fundo Monetário Internacional (FMI). O governo argentino não declarou de onde pretende tirar recursos para cobrir essa queda na arrecadação. O mercado financeiro no Brasil reflete a preocupação dos investidores em relação à situação da Argentina. Os países têm um forte relacionamento comercial e qualquer problema com a economia argentina prejudica o desempenho dos números da economia brasileira.O preço do dólar, que rompeu a barreira de R$ 1,90 ontem, chegando a R$ 1,901, está em queda de 0,37% em relação aos últimos negócios de ontem, sendo cotado a R$ 1,8940 na ponta de venda dos negócios. Os contratos de juros de DI a termo - que indicam a taxa prefixada para títulos com período de um ano - começam o dia pagando juros de 17,500% ao ano, frente a 17,550% ao ano ontem. A Bovespa opera em alta de 0,17%.Mercado norte-americano e petróleoHoje, mais empresas devem divulgar seus dados trimestrais nos Estados Unidos. São elas: Amazon, Compaq, Exxon e Texaco. De acordo com a editora Patricia Lara, A Xerox, empresa dos EUA líder na fabricação de copiadoras, anunciou no início da manhã um prejuízo de US$ 167 milhões, correspondendo a uma perda de US$ 0,26 por ação. No Oriente Médio Médio, os conflitos continuam e deixam os investidores em estado de atenção. Os negócios com o petróleo bruto do tipo Brent para entrega em dezembro estão em alta de 0,06% em Londres, sendo cotado a US$ 32,15 por barril.

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