Mercado: situação da Argentina preocupa

A indefinição sobre quem será o presidente dos EUA deixa os investidores em clima de expectativa. No mercado acionário, a manhã foi marcada por aumento do volume de venda de ações do setor tecnológico. No início da tarde, o Dow Jones - Índice que mede as ações mais negociadas na Bolsa de Nova York - estava em alta de 0,39%, e a Nasdaq - bolsa que negocia ações de empresas de alta tecnologia e informática em Nova York - opera em queda de 2,27%. No segmento de moedas, o euro passou parte da manhã perdendo valor. No Brasil, a instabilidade diminuiu em relação ao movimento de ontem. Há pouco, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) operava em leve alta de 0,15%. O dólar comercial está cotado a R$ 1,9550 na ponta de venda dos negócios - estável em relação ao fechamento de ontem. Os contratos de juros de DI a termo - que indicam a taxa prefixada para títulos com período de um ano - pagam juros de 18,290% ao ano, frente a 18,500% ao ano registrados ontem.Apesar da indefinição do cenário eleitoral nos Estados Unidos, é a crise argentina que deve continuar provocando apreensão no mercado financeiro brasileiro. Os investidores sentiram-se aliviados pelo fato de a Argentina ter conseguido rolar sua dívida no leilão realizado ontem (veja mais informações no link abaixo). Mas isso não deve reduzir os temores sobre a capacidade de pagamento do país vizinho.Existe a possibilidade de um pacote de ajuda do Fundo Monetário Internacional (FMI) para que a Argentina financie suas dívidas no próximo ano. Porém, enquanto a questão não estiver definida, a tendência é de que os mercados continuem apresentando oscilações.

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