Mercado tem dia tranqüilo e mantém estabilidade

Os mercados tornaram a operar com tranqüilidade, mantendo os patamares das cotações das últimas duas semanas. Hoje o viés foi ligeiramente pessimista. O maior destaque nesse quadro de estabilidade é o dólar, que registrou a quinta alta consecutiva, ainda que modesta, passando de R$ 2,3660 na sexta-feira passada para R$ 2,3980 hoje. Ao longo do dia, a moeda norte-americana cedia toda vez que a cotação chegava a R$ 2,40.Uma das razões para uma pressão maior do câmbio foi a operação de rolagem antecipada de títulos cambiais realizada hoje. O governo tenta evitar a recompra de papéis no vencimento para evitar riscos, pois a grande maioria dos cambiais vence no segundo trimestre deste ano. Sem opções de aplicação corrigida pelo dólar para o curto prazo, alguns investidores sempre preferem migrar seus recursos para o dólar. É a terceira operação do tipo desde 14 de dezembro, e os resultados de hoje foram melhores que os das duas primeiras.O feriado municipal em comemoração do aniversário da fundação de São Paulo amanhã também ajudou a pressionar os negócios, já que muitos investidores preferem se precaver assumindo posições mais cautelosas antes do final de semana prolongado. Não funcionarão a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) e a Bolsa Mercantil e de Futuros (BM&F).Nos Estados Unidos, as bolsas tiveram um dia de alta, com a divulgação de balanços surpreendentemente positivos. Além disso, discurso do presidente do Fed - Banco Central norte-americano - estimulou a revisão das expectativas de evolução dos juros no país. O mercado agora espera que o juro básico seja mantido nos atuais 1,75% ao ano, na medida em que a economia dá sinais de possível recuperação.O governo brasileiro divulgou hoje os bons resultados das contas externas em 2001. O maior destaque foi o investimento direto estrangeiro, que ficou em US$ 22,636 bilhões, bem acima das previsões. A missão do Fundo Monetário Internacional (FMI) que veio ao país para rever o acordo em vigor manifestou satisfação com a situação brasileira, mas fez alguns alertas. Segundo o FMI, o país ainda está muito vulnerável a choques externos por causa do déficit nas contas externas e do grande volume de títulos cambiais em vigor. Também recomendou que o governo continue cauteloso em suas políticas, especialmente na área fiscal.Na Argentina, a tensão continua grande, enquanto o governo não determina um rumo mais claro para a economia do país e a população volta a protestar com mais intensidade. O mercado brasileiro segue observando a situação argentina, embora sem contaminação direta.Fechamento dos mercadosO dólar comercial para venda fechou em R$ 2,3980, com alta de 0,55%. Os contratos de swap (troca) de títulos prefixados por pós-fixados com período de um ano fecharam o dia pagando juros de 20,08% ao ano, frente a 19,77% ao ano ontem. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou em queda de 0,53%.Às18h30, o índice Merval da Bolsa de Valores de Buenos Aires operava em queda de 4,55%. Nos Estados Unidos, o Dow Jones - Índice que mede a variação das ações mais negociadas na Bolsa de Nova York - apresentava alta de 0,52%, e a Nasdaq - bolsa que negocia ações de empresas de alta tecnologia e informática em Nova York - estava em alta de 1,02%. Não deixe de ver no link abaixo as dicas de investimento, com as recomendações das principais instituições financeiras, incluindo indicações de carteira para as suas aplicações, de acordo com o perfil do investidor e prazo da aplicação. Confira ainda a tabela resumo financeiro com os principais dados do mercado.

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