Mercado: tendência de tranqüilidade hoje

É véspera de feriado no Brasil e o mercado financeiro deve registrar baixo volume de negócios. Os investidores continuam atentos ao recuo da inflação e a expectativa agora é a divulgação do Índice de Preços ao Consumidor Ampliado (IPCA). O Índice, que é calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), funciona como o referencial para as metas de inflação do governo. Outro foco de atenção no momento é a alta do preço do petróleo. No início dessa manhã, os contratos futuros do petróleo tipo Brent chegou a US$ 33,50 o barril - valor mais alto registrado nos últimos dez anos. Analistas acreditam que essa pressão de alta pode contaminar o mercado brasileiro, fazendo com que os preços dos combustíveis no Brasil sejam reajustados. Caso isso se confirme, a principal incerteza fica em relação ao cumprimento da meta de inflação para o próximo ano - de 4%.Para esse ano, a maioria dos analistas acredita que a meta de inflação - de 6%, com espaço de dois pontos porcentuais para cima ou para baixo - será cumprida. Além disso, espera-se que a taxa básica de juros - Selic - volte a cair. Porém, a velocidade com que isso pode acontecer deve ser menor. Nesse cenário, o mercado de juros opera com tranqüilidade. Há pouco, os contratos de juros de DI a termo - que indicam a taxa prefixada para títulos com período de um ano - pagavam juros de 16,910% ao ano. Ontem pagaram 17,000% ao ano.Mercado acionário: boas perspectivas no médio prazoNa Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), os negócios continuam com perspectivas positivas a médio prazo. Um dos motivos para a aposta, conforme apurou o editor Josué Leonel, é a melhora do rating (classificação) do Brasil pelas agências internacionais de risco. Hoje, o presidente do Banco Central, Armínio Fraga, chega a Nova York para encontros com dirigentes dessas agências. Há pouco, a Bovespa operava em alta de 0,52%.Mas a falta de recursos ainda limita a melhoria do desempenho do mercado acionário. Um dos principais fatores que inibem essa entrada, segundo os analistas, é a cobrança da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF). Operadores afirmam que os investidores vendem as ações aqui e compram American Depositary Receipt (ADR) - certificado, emitido por bancos norte-americanos, que representa ações de uma empresa fora dos Estados Unidos - no mercado internacional. Com isso, fogem do tributo e, mesmo assim, continuam com a possibilidade de receber a rentabilidade dos papéis de empresas brasileiras. A conseqüência disso para o mercado de ações no Brasil é o esvaziamento. Por outro lado, o bom volume de negócios com ADRs beneficia o desempenho das ações no Brasil. Mas isso é limitado, já que há escassez de recursos. Esse cenário poderia ficar mais favorável, com a queda dos juros e a aprovação de leis que protegem o investidor minoritário. Uma tentativa nesse sentido foram as mudanças na regulamentação para impedir o fechamento branco do capital de empresas, decididas e divulgadas pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) ontem. Veja mais informações sobre o assunto no link abaixo.No mercado de câmbio, o fluxo de recursos equilibrado continua mantendo o dólar estável. No início dessa manhã, a moeda norte-americana era cotada a R$ 1,8200 na ponta de venda dos negócios - uma queda de 0,16% em relação aos últimos negócios de ontem.

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