André Dusek|Estadão
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Mercado vê inflação e PIB menores em 2018 e Selic em 7,50% no fim de 2019

Relatório de Mercado Focus apontou redução nas estimativas de inflação em 2018, de 3,89% para 3,71% e de crescimento do PIB, de 1,32% para 1,30%; Selic em 2019 deve ficar em 7,50%

Fabrício de Castro, O Estado de S.Paulo

10 Dezembro 2018 | 10h34

Após a deflação registrada em novembro, os economistas do mercado financeiro alteraram a previsão para o IPCA - o índice oficial de preços - de 2018 e 2019. O Relatório de Mercado Focus, divulgado nesta segunda-feira, 10, pelo Banco Central (BC), mostra que a mediana para o IPCA este ano passou de alta de 3,89% para elevação de 3,71%. Há um mês, estava em 4,23%. A projeção para o índice no próximo ano foi de 4,11% para 4,07%. Quatro semanas atrás, estava em 4,21%.

O relatório Focus trouxe ainda a projeção para o IPCA em 2020, que seguiu em 4,00%. No caso de 2021, a expectativa foi de 3,78% para 3,75%. Há quatro semanas, essas projeções eram de 4,00% e 3,95%, nesta ordem.

Os economistas ainda reduziram a estimativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil em 2018. A expectativa de alta foi de 1,32% para 1,30%. Há quatro semanas, a estimativa era de crescimento de 1,36%. Para 2019, o mercado manteve a previsão de alta do PIB, de 2,53%, ante 2,50% de um mês antes.

Já as projeções para a taxa básica de juros da economia brasileira, a taxa Selic, se mantiveram inalteradas para 2018, mas devem ficar em um patamar menor do que o anteriormente projetado pelos agentes do mercado financeiro no ano que vem. A projeção da taxa Selic no fim do próximo ano foi de 7,75% para 7,50% ao ano, ante 8,00% ao ano de quatro semanas atrás. No caso de 2020, a projeção para a Selic seguiu em 8,00% e, para 2021, permaneceu também em 8,00%. Há um mês, os porcentuais projetados eram de 8,00% para 2020 e para 2021.

O relatório de mercado Focus, trouxe ainda uma alteração no cenário para o dólar em 2018. A mediana das expectativas para o câmbio no fim deste ano foi de R$ 3,75 para R$ 3,78, ante R$ 3,70 verificados há um mês. Para 2019, a projeção para o câmbio no fim do ano seguiu em R$ 3,80, ante R$ 3,76 de quatro pesquisas atrás.

Inflação segue abaixo do centro da meta

A projeção dos economistas para a inflação em 2018 está abaixo do centro da meta deste ano, de 4,5%, sendo que a margem de tolerância é de 1,5 ponto porcentual (índice de 3,0% a 6,0%). Para 2019, a meta é de 4,25%, com margem de 1,5 ponto (de 2,75% a 5,75%). No caso de 2020, a meta é de 4,00%, com margem de 1,5 ponto (de 2,5% a 5,5%). Já a meta de 2021 é de 3,75%, com margem de 1,5 ponto (de 2,25% a 5,25%).

Na sexta-feira (7), o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que o IPCA de novembro registrou deflação de 0,21%. No ano, o índice acumula alta de 3,59% e, em 12 meses, de 4,05%.

No fim de outubro, ao manter a Selic (a taxa básica de juros) em 6,50% ao ano, o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC atualizou suas projeções para a inflação. No cenário de mercado, que utiliza o câmbio e os juros projetados no Focus como referência, a expectativa para o IPCA em 2018 é de 4,4%. Para 2019, a projeção é de 4,2% e, para 2020, de 3,7%.

No Focus de hoje, entre as instituições que mais se aproximam do resultado efetivo do IPCA no médio prazo, denominadas Top 5, a mediana das projeções para 2018 foi de 3,91% para 3,66%. Para 2019, a estimativa do Top 5 foi de 3,96% para 4,20%. Quatro semanas atrás, as expectativas eram de 4,08% e 4,25%, respectivamente.

No caso de 2020, a mediana do IPCA no Top 5 permaneceu em 4,00%, igual ao verificado há um mês. A projeção para 2021 no Top 5 seguiu em 3,75%, também igual ao visto quatro semanas atrás.

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