André Dusek/Estadão
André Dusek/Estadão

Mercado vê inflação maior e câmbio menor no final de 2018

Relatório Focus de Mercado estima que IPCA no final de 2018 será de 4,43%, ante 4,40% na última semana; projeção de câmbio passa de R$ 3,90 para R$ 3,81

Eduardo Rodrigues, O Estado de S.Paulo

15 de outubro de 2018 | 09h23

Os economistas do mercado financeiro alteraram a previsão para o IPCA - o índice oficial de preços - de 2018. O Relatório de Mercado Focus, divulgado nesta segunda-feira, 15, pelo Banco Central, mostra que a mediana para o IPCA este ano passou de alta de 4,40% para elevação de 4,43%. Há um mês, estava em 4,09%. A projeção para o índice em 2019 subiu de 4,20% para 4,21%. Quatro semanas atrás, estava em 4,11%.

O mercado também alterou as projeções do dólar para o final de 2018. A mediana das expectativas para o câmbio no fim deste ano passou de R$ 3,89 para R$ 3,81, ante os R$ 3,83 verificados há um mês. Para 2019, a projeção para o câmbio no fim do ano passou de R$ 3,83 para R$ 3,80, ante R$ 3,75 de quatro pesquisas atrás.

O relatório Focus trouxe ainda a projeção para o IPCA em 2020, que seguiu em 4,00%. No caso de 2021, a expectativa passou de 3,95% para 3,92%. Há quatro semanas, essas projeções eram de 4,00% e 3,92%, nesta ordem.

A projeção dos economistas para a inflação em 2018 está dentro da meta deste ano, cujo centro é de 4,5%, com margem de tolerância de 1,5 ponto porcentual (índice de 3,0% a 6,0%). Para 2019, a meta é de 4,25%, com margem de 1,5 ponto (de 2,75% a 5,75%). No caso de 2020, a meta é de 4,00%, com margem de 1,5 ponto (de 2,5% a 5,5%). Já a meta de 2021 é de 3,75%, com margem de 1,5 ponto (de 2,25% a 5,25%).

As projeções do PIB se mantiveram em 1,34%. Há quatro semanas, a estimativa era de crescimento de 1,36%. Para 2019, o mercado manteve a previsão de alta do PIB de 2,50%, igual ao visto quatro semanas atrás. Há três semanas, o BC reduziu sua projeção para o PIB em 2018, de 1,6% para 1,4%. Além disso, anunciou pela primeira vez sua projeção para o PIB em 2019, de alta de 2,4%.

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